O grande autor de várias histórias clássicas de nossa infância que embora as conheçamos hoje como sendo inocentes e felizes (a maioria pelo menos), na verdade começaram como histórias violentas e depressivas. Nos jogos Fate/Extra CCC e Fate/Grand Order Hans é invocado na forma de uma criança, porém ainda mantém sua personalidade amarga e sua voz adulta. Os motivos por trás dessa sua forma não são bem certos, a teoria é que como Hans teve sua imaginação mais fértil quando criança o Graal opta por invocá-lo nessa forma, pois afinal os Servos são invocados em seu primor. Hans não possui poder de ataque nenhum, mas pode trazer vida às histórias que cria na forma de alguma magia de cura ou de fortificação.
HANS CHRISTIAN ANDERSEN
Em 1805 nascia o filho de um humilde e jovem sapateiro, ex-soldado que lutou nas guerras napoleônicas, e uma lavadeira em Odense, na Dinamarca, e recebeu o nome de Hans Christian Andersen. Apesar da família viver na pobreza e viverem em um pequeno e humilde quarto, o pai de Hans sempre instigava a imaginação do garoto contando histórias de fantasia o que estimulou sua aprendizagem na leitura e até deu de presente um teatro de marionetes improvisado por ele mesmo para o menino, que levou Hans a desenvolver gosto e conhecimento pelo teatro, encenando com suas marionetes peças que conhecia, inclusive algumas do famoso Shakespeare. Em 1816 seu pai veio à falecer, quando Hans tinha apenas 11 anos de idade forçando Hans Christian a sair da escola, tendo que trabalhar para se sustentar pegando empregos como tecelão e alfaiate.
Aos 14 anos viu uma peça interpretada por uma companhia de teatro que foi em sua cidade e então tomou coragem para se mudar para a capital, Copenhague, visando ingressar em uma carreira artística. Acabou por conseguir um emprego no Teatro Real onde ficou grande amigo de um dos diretores, Jonas Collin, e na instituição Hans Christian exerceu a função de bailarino, ator, além de compor peças. Jonas ainda financiou toda a educação escolar do jovem até o ano de 1827, e apesar de Hans não ser exatamente um aluno exemplar, e até dizer que os tempos de escola foram os mais obscuros de sua vida, conseguiu se formar e ainda em 1828 foi admitido na Universidade de Copenhague. Desde a escola até a universidade Hans já vinha escrevendo contos, mas foi em 1835, com o conto O Improvisador, que Hans Christian Andersen começou a ficar conhecido internacionalmente. Hans Christian escreveu livros de romance adulto, de poesia, de relatos de viagem, mas foram suas histórias baseadas na mitologia local, e mais tarde outras de sua autoria, seus contos de fada, que realmente fizeram sucesso, principalmente por ser uma época em que livros voltados para crianças eram raros. Devido à influência de sua triste infância em que presenciou cedo o amargor da vida, além das diferenças entre a sociedade, Hans Christian em seus contos assumia a posição de que todos tem direitos iguais, tentando mostrar padrões de comportamentos que deveriam ser tomados para tal realização, muitas vezes mostrando o conceito do conflito entre o mais fraco e o mais forte, entre os que estão no poder e os que estão abaixo do poder. Entre seus contos mais famosos estão O Patinho Feio, A Pequena Vendedora de Fósforos, A Pequena Sereia, A Rainha da Neve, A Princesa e a Ervilha e vários outros. Chegou até a lançar uma autobiografia chamada Märchen Meines Lebens (Uma História só Para Você).
Hans Christian continuou escrevendo até alcançar o número de 156 obras lançadas e parou no ano de 1872 quando sofreu uma queda que o deixou muito debilitado. Em meados de 1875 Hans mostra sinais de câncer de fígado e morre no dia 4 de Agosto. Por causa de sua imensa contribuição à literatura mundial foi criado o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil, comemorado no dia de seu aniversário, 2 de Abril, além de medalhas e prêmios literários que carregam o seu nome até hoje.
Hans Christian Andersen (Caster)
Na cultura popular
Hans Christian Andersen (1952): Filme musical em que Hans é um homem alegre, cantarolante e está sempre contando suas histórias para as crianças. De fato Hans era conhecido por alegrar as crianças, mas nesse filme ele é muito animadinho.
The World of Hans Christian Andersen (1968): Um filme de animação que mostra um Hans Christian criança e aí ele sonha com as histórias dele e a animação é meio "toush-quinha". Só assistindo pra ver.
Hans Christian Andersen - My Life as a Fairy Tale (2003): Nesse filme é contada a história do jovem Hans e sua vida cheia de tribulações. Durante o filme Hans fantasia as pessoas que conhece nas suas histórias e vemos mais ou menos como eram no original.
Unge Andersen (2005): É mais um filme mostrando a vida do jovem autor, seguindo um pouco mais à risca os detalhes, mas romantizando um pouco ainda. E o filme é bastante depressivo, tudo desde a fotografia até a história do filme são muito tristes então se for assistir...não assista é perda de tempo.
Andersen. Life Without Love (2006): Filme russo contando um pouco do fim da vida do autor. Tem umas alucinações meio loucas no filme o que fez eu me perguntar se o personagem não imaginou tudo. Tem até mesmo uma cena em que Andersen conhece a princesa Anastasia Romanov (pelo menos eu acho que era) e isso nunca aconteceria, Andersen havia morrido muito antes dela nascer.
OBS: As histórias de Andersen deram origem à muitos filmes. Em sua maioria da Disney, vide A Pequena Sereia e A Rainha da Neve (nem preciso dizer né galera? let it go)
O grande rei de Esparta também faz sua aparição em Fate/Grand Order. Leonidas possui um bom coração e é valente assim como sua lenda diz. Suas únicas peculiaridades (tirando sua aparência, mas ei, anime né? Particularmente não acho tão ruim) seriam sua obsessão por exercícios e seu medo por fantasmas e coisas etéreas, o que é uma piada conhecida no Japão, personagens fortes fisicamente terem medo de coisas que não podem tocar.
LEONIDAS I
No ano de 530 a.C. nascia da união do rei espartano Anaxandrides com a primeira de suas duas esposas o príncipe espartano Leonidas I. Como muitos meninos espartanos começou cedo seu treinamento militar, aprendendo as técnicas dos hoplitas (soldados principais da Grécia antiga) de Esparta, que consistiam em utilizar um escudo grande, uma lança e uma espada curta. Em 520 a.C. Anaxandrides morre deixando o trono para seu primogênito, Cleomenes I, que teve com sua segunda esposa. Cleomenes reinou até meados de 490 a.C. quando falece subitamente sob circunstâncias misteriosas e sem ter concebido um herdeiro homem, sendo assim o trono passou para Leonidas que se tornou o novo rei de Esparta.
Esparta era uma das cidades-estado mais extensas da Grécia e de vez em quando ainda acontecia poucos combates entre essas próprias cidades procurando mais recursos e território, mas também haviam vezes que tinham que se juntar para defender a Grécia de invasões estrangeiras, sendo os soldados persas um desses estrangeiros. Por volta de 480 a.C. Xerxes I decidiu terminar o que seu pai, Darius I, começou quando falhou em invadir a Grécia e começou seu caminho para o sul navegando pela costa oriental com seu exército de mais de 200.000 escravos. Leonidas sabia que vindo pela costa oriental para chegar à Atenas os persas teriam que ir pela passagem costeira chamada Termópilas (Portões Quentes), portanto era imprescindível que os persas não atravessassem aquela estreita passagem. O rei espartano então começou à reunir soldados para proteger seu país, mas era uma época de festividade em que por questões religiosas vários gregos evitavam os combates, uma espécie de trégua entre os povos, então Leonidas não tinha muitos homens para uma guerra, mesmo assim reuniu sua fiel guarda pessoal de 300 espartanos e no caminho para as Termópilas juntou mais alguns, ficando com cerca de 7000 homens. Chegando lá Xerxes ainda esnobou o parco exército, mas por três dias os soldados de Leonidas, assim como o próprio rei espartano, se tornaram verdadeiros guardiões das Termópilas, se utilizando da passagem estreita deixando o exército persa afunilado e assim os matavam aos poucos.
Porém um pastor espartano chamado Efialtes, que nunca foi reconhecido por Esparta, acaba traindo seu rei revelando à Xerxes uma passagem alternativa que permitiria aos persas cercarem o exército do Leão de Esparta. Leonidas acaba sabendo disso, mas sabe que não pode recuar de sua posição, tanto por sua índole espartana, que não o deixa recuar de uma batalha sem terminá-la, como também sabia que se ele recuasse a Grécia também acabaria recuando permitindo que os persas dominassem, então decidiu ficar mesmo significando sua morte e ainda dispensou os homens que quisessem ir embora. Muitos foram para a casa restando apenas alguns homens e os 300 de Esparta, decididos à morrer junto com seu rei. Os persas então chegaram e é dito que Leonidas fala para seus homens uma de suas célebres frases: Almocem comigo aqui, e jantem com Hades. Começou a batalha e como era de se esperar os espartanos foram massacrados junto com Leonidas. Porém a coragem de Leonidas e seus homens serviu de inspiração para que mais tarde outro exército maior conseguisse impedir a invasão persa, deixando a Grécia segura de novo.
Leonidas I (Lancer)
Na cultura popular
The 300 Spartans [Os 300 de Esparta] (1962): Filme com aquele velho estilo de romance dos anos 50, 60 e por aí vai. A ação nesse filme pode ser um pouco lenta às vezes, mas tem o seu charme.
300 (2006): Claro que esse estaria na lista gente. Só vou dizer que é foda e foi baseado num quadrinho foda também.
Sim o grande artista conhecido até hoje e que muitos ainda se inspiram, referenciam e apresentam suas próprias versões das obras desse artista. Aparentemente Shakespeare não treinou magia e apenas ganhou suas capacidades mágicas quando se tornou um Servo. Embora não tenha nenhum poder de ataque ele pode potencializar o resto da galera melhor que muitas magias através de suas escrituras, mas ele tem que tá inspirado, sabe como é.
WILLIAM SHAKESPEARE
Em
Stratford-upon-Avon, no condado de Warwick, no ano de 1564 nascia o autor inglês
mais famoso e o mais aclamado dramaturgo do mundo moderno e contemporâneo, William
Shakespeare e foi o terceiro à nascer no que viriam a ser oito. Não se sabe
muito bem a data de nascimento, mas admite-se entre os especialistas o dia 23
de abril. Estudou no colégio da cidade, mas quando tinha 13 anos sua família
passou por problemas financeiros e o garoto teve que sair do colégio, porém
desde essa época dizia-se que William já manifestava grande talento artístico, mas
nunca mais Shakespeare frequentou qualquer instituição de ensino. Aos 18 se
casou com a aldeã Anne Hathaway, quase dez anos mais velha que ele,com quem
teve três filhos, Sussana e os gêmeos Judith e Hamnet. Pouco tempo depois, em
1586, Shakespeare deixou a família e se mudou para a cidade de Londres,
provavelmente por ter sido atraído pelas peças teatrais das companhias que
chegavam em Stratford e como também já escrevia seus próprios versos foi
procurar exercer sua arte de alguma forma na capital.
Conseguiu
emprego como guardador de cavalos no The Theatre, o primeiro teatro de Londres
criado por James Burbage, mas um tempo depois começou a prestar pequenos
serviços nos bastidores como copiar peças e representar pequenos papéis. Era um
período de intensa atividade artística na Inglaterra, muito por influência da
rainha Elizabeth I que conseguiu trazer uma era de paz e prosperidade para o
país e isso ajudou Shakespeare à subir de carreira. Depois de estudar e ler
várias obras Shakespeare acabou se tornando o copista oficial da companhia, ainda
atuava e em 1589 já estava adaptando peças de autores anônimos, logo o número
de suas peças escritas era o maior do teatro. As obras de Shakespeare podem ser
divididas em três fases sendo a primeira fase formada por comédias alegres,
peças de história inglesa e tragédias com estilo renascentista. Duas das suas
obras mais famosas saíram nessa fase, Romeu e Julieta (1594), adaptado de um
poema de Arthur Brooke, e Hamlet (1601). Na segunda fase ele passa a criar
obras barrocas com tragédias grandiosas e comédias amargas, outras de suas
obras mais famosas nessa fase se destacam Othello (1604) e Macbeth (1606). A
terceira fase é marcada por duas peças, ambas pouco trágicas e de desfecho
apaziguado, sendo elas A Tempestade (1611) cuja foi a última antes de ele sair
de Londres, e Henrique VIII (1613) que escreveu junto com John Flecher. Suas
obras adicionaram várias palavras para o vocabulário que hoje conhecemos, tais
como “addiction” (vício) escrita em Othello, “obscene” (obsceno) presente em
Trabalhos de Amores Conquistados e até “lonely” (solitáro) visto em Coriolano,
assim como expressões bem conhecidas pelo mundo como “Knock knock! Who’s
there?” (Toc toc! Quem bate?) visto em Macbeth e “Break the ice” (Quebrar o
gelo) em A Megera Domada.
Em 1611 Shakespeare já era bem rico e com sua fortuna voltou para sua família em Stratford onde já tinha várias casas e terrenos. No ano de 1616 William Shakespeare morre, ironicamente na data admitida de seu aniversário, 23 de abril, com 52 anos. Não se sabe exatamente como ele morreu, mas aparentemente foi por causa de uma forte febre causada por uma embriaguez. Após sua morte dois amigos do autor lançaram em 1623 um livro compilado com as obras de Shakespeare entitulada First Folio e ainda o legado do autor vive até hoje com sua extensa obra de livros, poemas, peças e sonetos.
William Shakespeare (Caster)
Na cultura popular
Will Shakespeare (1978): Uma mini-série com o Tim Curry no papel principal, contando a própria versão das prováveis inspirações do autor.
Shakespeare in Love [Shakespeare Apaixonado] (1998): Para os românticos temos aqui um filme...ok? Assim, o filme não é horrível nem nada, é bonito na maior parte do tempo, mas é só isso. Não vai doer se você assistir, mas também não vai ser a melhor coisa do dia.
Upstart Crow (2016): Esse é o item mais estranho da lista, mas decidi botar mesmo assim. Upstart Crow é uma série britânica de...comédia. É, mas vai por mim é divertida, quer dizer não é hilária, mas é divertida. Cada episódio explora maneiras engraçadas de como Shakespeare se inspira para fazer suas peças e se você gosta de um humor britânico eis essa dica.
Will (2017): Uma série que (graças a Deus) tem só uma temporada. A idéia é de um Shakespeare jovem e ingênuo que usa suas peças para combater a tirania daqueles no poder..isso e umas outras paradas acontecendo que eu não me importei o suficiente pra lembrar.
OBS: Em 2011 foi lançado um filme chamado Anonymous que pega a teoria de que as obras de Shakespeare na verdade foram escritas por Edward de Vere, o Barão de Oxford.
Um dos personagens de Fate/Grand Order que não foi transformado em alguma piada. A história dele é igual à figura mitológica em questão, mas o que é mais interessante até mais que Eric é a sua arma que é um dos seus Fantasmas Nobres. Esse rei viking possui um machado vermelho gigantesco que foi feito com os ossos de uma fera-demônio que ele matou e assim o machado se tornou uma espécie de ser vivo que precisa se alimentar de sangue de tempo em tempo ou então acabará morrendo e por causa dessa influência demoníaca apareceram chifres na cabeça de Eric e sua sede por lutas e violência só aumentou.
ERIC BLOODAXE
Na época em
que a antiga Noruega estava unificada, nascia Eric, filho de Harald “Finehair”
ou “Cabelo Belo” (dito o primeiro rei da Noruega unificada), por volta de 885
d.C. Por razões desconhecidas Harald decidiu deixar seu trono para Eric, mesmo
ele sendo um dos filhos mais novos. Harald tinha muitos filhos com outras
mulheres e esses ficaram insatisfeitos com a decisão do pai. Ao assumir o poder
Eric foi atrás de matar os seus irmãos mais velhos, temendo que eles tentassem
algo contra ele. Ganhou o apelido de “Bloodaxe” ou “Machado Sangrento” pois
muitos dos seus irmãos foram degolados por ele pessoalmente e assim, por volta
de 930 d.C., começou as sagas do rei viking Eric Bloodaxe, que conseguiu sua
coroa através de banhos de sangue.
Existem
outras histórias narradas em diversas sagas, tais como a das moedas com o seu
nome, seu casamento com Gunnhilld, que diziam ser uma bruxa, assim como a
rivalidade do casal com Egil, filho de Skallagrim, mas as mais interessantes
são suas sagas como rei. As notícias do fatricídio de Eric chegaram aos ouvidos
de Athelstan na Inglaterra, que temendo que o rei sangrento rompesse a trégua que
tinha com Harald, mandou Haakon para destroná-lo, pois Haakon também era filho
de Harald, um filho que ele havia mandado para a Inglaterra um tempo atrás.
Haakon conseguiu o apoio necessário para tirar Eric do trono, por volta de 935,
que se exilou ao norte da Escócia e depois em 940 viajou para o Reino de York
que tinha influência do antigo reino anglo-saxão da Nortúmbria. Lá Eric passou
muitos anos participando de incursões locais de pilhagem e com isso firmou
alianças que o ajudaram à disputar o trono de York e ele se tornou um dos reis
vikings mais temíveis e implacáveis durante o breve período de 947 até 948. O
motivo disso pode ser que os atos de pilhagem de Eric chegaram aos ouvidos do
rei inglês Edred que decidiu combatê-lo, vendo que não dispunha de um exército
forte o suficiente para assegurá-lo no trono Eric decidiu renunciar. Então
apareceu Olaf Cuárán de Dublin que viajou para Nortúmbria e assumiu o trono de
York aproveitando-se da situação do reino.
Nos anos que se seguiram Eric juntou aliados para novamente tomar o trono e finalmente, em 952, o reassumiu derrotando Olaf. Porém, por volta de dois anos de seu reinado, Eric veio à sofrer uma traição, que o fez perder muito do que tinha de apoio. O nome da pessoa que cometeu essa traição não é bem certa, mas diz-se que foi um homem chamado Maccus, filho de Olaf o mesmo que Eric e seus homens derrotaram pelo reino de York. Então o exército inglês de Earldom da Bernicia foi de encontro ao parco exército de Eric em Stainmore, e então conseguiram cercá-lo e lá o rei sangrento encontrou seu fim em combate. Sua morte marcou o fim da era de independência dos guerreiros vikings.
Eric Bloodaxe (Berserker)
Na cultura popular
Não existem filmes ou séries sobre Eric Bloodaxe. Tem alguns filmes com personagens chamados de Eric que são vikings, mas não são sobre o rei sangrento em questão. Existe um livro chamado Mother of Kings de 2001 contando as sagas de Gunnhild, esposa de Eric e na quarta temporada da série Vikings (por favor perdão pelo "spoiler histórico") aparece Harald "Finehair", o pai de Eric.
Para todos de Fortaleza que gostam de animes e acharam o seu lugar num pequeno evento humilde onde pudessem ser quem queriam...esse pode não ser o episódio pra você, mas ouça mesmo assim *blink*
O famoso Barba Negra que aterrorizou os sete mares, lutou vorazmente todas as suas batalhas, matava qualquer um fosse inimigo ou aliado, a inspiração para o conceito mais básico do que é ser um pirata, um verdadeiro psicopata...e também um otaku de primeira, um lolicon tarado e um grandíssimo pateta.
BARBA NEGRA
O pirata mais famoso da era de ouro da pirataria, firmou sua fama como Barba Negra. Suas origens são desconhecidas, mas acredita-se que tenha nascido por volta da década de 1680, na cidade inglesa de Bristol, uma das principais cidades portuárias do continente europeu, o que deve ter dado à Edward bastante contato com o mar. Diz-se que sua família era rica e que apesar disso ele preferiu uma vida de aventuras no mar, mas não se sabe quem era sua família, pois Edward mudou seu sobrenome como muitos piratas faziam para proteger suas famílias de terem seus nomes sujos devido aos crimes que cometiam em mar. Ainda sem precisão de data ou informação, Edward começou sua vida no mar como marinheiro, mas não conseguiu o prestígio que queria o que pode tê-lo incentivado a ser corsário (um marinheiro autorizado por uma carta de corso à cometer crimes de pirataria em nome da realeza), mais ou menos na época que ocorreu o conflito entre a França e Inglaterra para controlar a América do Norte, conhecido como Guerra da Sucessão Espanhola ou Guerra da Rainha Ana.
Por volta de 1716, no Caribe ele conheceu o notório pirata Benjamin Hornigold pra quem passou à trabalhar comandando um dos navios de Hornigold e foi quando Edward começou sua vida de pirataria e à partir daí também começou à deixar a barba crescer visando um visual assustador e isso viria à ser sua marca registrada. Hornigold e Teach roubaram um navio mercante francês, Le Concord de Nantes, e depois que Hornigold abdicou da pirataria deixando a pequena frota para Teach ele equipou o navio para ser um navio de batalha, com quarenta canhões, e o nomeou de Vingança da Rainha Ana, vindo à ser seu navio principal, embora alguns meses depois o próprio Barba Negra encalhou o navio visando roubar outro navio abandonando a tripulação deste numa ilha deserta para morrerem. Quando Teach atacava colocava pavios acesos em seu chapéu, o que, adicionado com sua grande barba escura, intimidava bastante os seus inimigos. Nos dois à três anos em que Teach exerceu a pirataria ele ficou conhecido como um pirata cruel, que matava qualquer um no ato assim que o irritava de alguma forma, mesmo os seus comandados, e que também era um grande mulherengo. Chegou à receber perdão por seus atos em Bath Town, logo após o incidente com o Vingança da Rainha Ana, onde também arranjou uma esposa de 16 anos, que diziam que Teach à oferecia para seus tripulantes estuprarem.
Em 1718 o governador da Virgínia, Alexander Spotswood, encarregou o capitão da marinha real, Robert Maynard, da captura de Barba Negra. Mesmo Teach tendo sido avisado por seus informantes sobre o grupo visando caçá-lo, não deu muita importância ou simplesmente não acreditou. Se encontraram nas proximidades da ilha Ocracoke onde houve vários embates e a marinha estava perdendo, embora parece que ambos os lados acabaram com seus navios encalhados na baía, então Maynard mandou seus homens se esconderem e esperarem os piratas que chegaram e foram surpreendidos pelos marinheiros que finalmente conseguiram derrotar os piratas. Maynard e Teach lutavam ferozmente e enquanto isso um dos marinheiros cortou a cabeça de Teach. Até hoje existe uma lenda sobre o tesouro perdido de Barba Negra.
Edward Teach (Rider)
Na cultura popular
Blackbeard, the Pirate [Barba Negra, o Pirata] (1952): Filme de romance entre Maynard (veja biografia acima) e uma garota aí. Barba Negra fica meio de lado no próprio filme, fora que o final é diferente dos contos históricos do pirata.
Blackbeard [Barba Negra] (2006): Minissérie bem mais ou menos, um pouco entediante, mas tem uma ou duas coisas entretidas. Barba Negra é interpretado por Angus Macfadyen, que muitos devem lembrar como Robert the Bruce em Coração Valente.
Blackbeard - Terror at Sea (2006): Filme pra televisão juntando os fatos mais conhecidos e famosos sobre o Barba Negra. Serve como uma espécie de documentário ou aula de história.
Hassan-i Sabbah é conhecido por ter pregado a religião ismaelita, mas é mais ainda pela formação do seu grupo de assassinos. No mundo de Fate os magos nem sempre invocam um Servo da classe que querem, porém se um quiser invocar um servo da classe Assassin tem mais chance de conseguir invocar um espírito do grupo de Hassan obviamente da classe assassina, pois o próprio termo assassino veio desse grupo e acho que nem preciso dizer que todos do grupo de Hassan só podem ser invocados sob a classe Assassin, na verdade é mais improvável invocar outro espírito que não seja um Hassan sob essa classe. Do mesmo jeito que o grupo real, em Fate os assassinos da montanha Alamut passam o título de Hassan-i Sabbah para o merecedor e este vira o novo líder, mas para isso é preciso provar seu valor dominando uma arte assassina vinda do grupo de demônios chamados de Zabaniya. Por isso, com exceção do fundador, todos os líderes Hassans chamam seus Fantasmas Nobres de Zabaniya, porém cada um tem suas diferenças e particularidades. Junto com o primeiro Hassan existiram 19 líderes, o mesmo número de demônios de Zabaniya. Em quase todas as séries de Fate aparece pelo menos um Hassan. Em Fate/Zero aparece um Hassan que em vida tinha múltipla personalidade e são suas personalidades que são invocadas como um único Servo, já em Fate/Stay Night aparece um que pode esmagar o coração dos inimigos com a mão amaldiçoada do demônio Shaytan e ainda em Fate/Prototype: Fragments of Sky Silver a Hassan é uma Visha Kanya que na antiga Índia é como chamavam as jovens moças que usavam venenos para matar as vítimas. Esses três e o Hassan fundador também estão no jogo Fate/Grand Order.
HASSAN-I SABBAH
Nascia na cidade de Qom na Pérsia, em meados de 1054, Hassan-I Sabbah que viria à ser uma das figuras mais importante para a religião ismaelita, cujas histórias enriqueceram muito a mitologia persa, principalmente no que diz respeito aos seres angelicais e à demonologia, como Azrael (que no islamismo é o arcanjo da justiça) e o grupo de 19 demônios que guardam o inferno conhecidos como Zabaniyya, cada um com suas próprias habilidades. Muito sobre o começo da vida de Hassan foi perdido, mas autores durante os anos foram coletando informações, principalmente da suposta autobiografia de Hassan, a Sargozasht-e Seyyednā, até reunir o mínimo necessário. Ainda criança se mudou com a família para a cidade de Rayy, onde a religião ismaelita era forte desde o século IX. Foi aí que Hassan desenvolveu um certo interesse pelo ismaelismo, mas só foi realmente se tornar um adepto na sua adolescência quando Amira Darrab o levou para vários debates falando sobre os méritos ismaelitas e finalmente ele decidiu seguir as doutrinas da religião.
Mesmo depois de aceitar a religião nunca parou de estudar as matérias que gostava, como astronomia, filosofia e matemática, o que lhe deu mais um ar de respeito, até mesmo pelo chefe missionário da região, Abdu I-Malik, que ficou impressionado com a eloquência e a paixão do jovem, tanto que o tornou Deputado Missionário. Hassan então começou uma jornada rumo ao Cairo, espalhando a palavra do ismaelismo por onde passava, e depois de outras jornadas afora ele voltou para o Egito onde continuou seus estudos até se tornar um Missionário, continuando sua jornada até que à terminou na capital Isfahan em 1081. Hassan então começou à buscar uma base para firmar tanto à ele como à seus seguidores, então em 1088 encontrou nas montanhas Alamut uma fortaleza e lá firmou sua base. Hassan e seus seguidores converteram praticamente todas as vilas daquela área ganhando cada vez mais adeptos à religião, mais tarde ele veio à ser conhecido no ocidente como o Velho da Montanha, talvez por um engano na tradução do termo Shaykh al-jabal (chefe da montanha) pelo qual chamavam Hassan. Tendo firmado sua base e seus seguidores aumentando cada vez mais, Hassan decidiu fazer uma campanha contra os senhores de outras facções, criando e treinando um grupo nas técnicas de facas e envenenamentos. Aparentemente foi desse grupo que se originou a palavra “assassino”, uns dizem que é por causa da palavra “hashishins” que pode ser traduzida como “usuário de haxixe” (uma erva que o grupo usava para se entorpecerem antes das missões) ou que pode ser da palavra “hassassins” que pode significar “seguidores de Hassan”. O grupo ficou bastante conhecido e temido por todos, e todos os membros eram totalmente leais e fiéis à Hassan. Era praticamente impossível derrotá-los já que as montanhas de sua base formavam uma defesa natural contra inimigos.
Hassan então morreu de doença em 1124, diminuindo um pouco o poder dos assassinos, mas durante muitos anos outros fiéis assumiram o posto de Hassan, o Velho da Montanha, criando até a ilusão que Hassan era imortal e assim o grupo continuou à espalhar o terror pela Pérsia, Iraque e Síria em nome do ismaelismo. Em 1256 o último dos Hassans e seu grupo foram derrotados em sua própria montanha pelos mongóis e o famoso grupo de assassinos da montanha foi desfeito.
Hassan of the Cursed Arm (Assassin)
Hassan of the Serenity (Assassin)
Hassan of the Hundred Personas (Assassin)
First Hassan (Assassin)
Hassan sem nome (à esquerda) em Fate/Strange Fake
Shinji Matou em Fate/Kaleid personificando um dos 19 Hassans
...e vários outros aparecem em papéis menores.
Na cultura popular
Omar Khayyam [As Aventuras de Omar Khayyam] (1957): Filme romantizando um pouco da vida do poeta Omar Khayyam e sua relação com Hassan-i Sabbah. Nada bom.
(Sem vídeo)
The Keeper - The Legend of Omar Khayyam (2005): Meeeh...é um filme. Bem tedioso aliás, nada bom mesmo. Tem um moleque, e uma pessoa que esse moleque gosta que tá morrendo e essa pessoa conta uma história sobre o Hassan e sei lá, mil tretas mano.
Prince of Persia - The Sands of Time [Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo] (2010): Estranhando? Coloquei esse filme apesar do foco não ser os assassinos. Porém agora você sabe de onde veio a inspiração dos hassanssins que aparecem no filme. Se for pra colocar esse filme na cronologia real da história diria que é bem depois dos assassinos serem expulsos da sua base já que Alamut no filme não é uma montanha e sim um reino. Apesar de tudo é um bom filme de aventura.
Assassin's Creed (2016): Outro baseado em jogo, só que esse não é tão bom, embora tenha seus momentos. Mas diferente do outro, como devem saber, nesse o grupo de assassinos (aqui também criado por Hassan de acordo com o lore do jogo) protagoniza a parada toda.
OBS 1: Um nome conhecido entre os líderes dos assassinos é Rashid ad-Din Sinan que aparece no jogo Assassin's Creed como Al Mualim.
OBS 2: Existem filmes e séries que abordam o tema das garotas venenosas Visha Kanya.
A famosa figura da Bíblia que causou a decapitação de João Batista também faz sua aparição no mundo de Fate. Sua aparição é no jogo Fate/Grand Order e aparentemente o jogo adota a interpretação da Salome manipuladora, uma das interpretações mais populares da moça, com um toque de insanidade só pra deixar mais interessante.
SALOME
Uma figura
peculiar da famosa Bíblia. Seu nome provavelmente é a helenização da palavra
hebraica “shalom” que significa paz, mas isso é um mero detalhe no meio dos
mistérios que envolvem essa moça. No livro sagrado existem algumas figuras cujo
nome era Salome. No evangelho de Marcos uma é citada como uma das seguidoras de
Jesus Cristo que acompanhou seu ministério na Galiléia. A mesma também seria
umas das mulheres que foi até o sepulcro de Jesus na manhã em que ele
ressuscitou. Porém a mais famosa não teve seu nome citado diretamente nos
textos bíblicos, mas sim em uma parte importante do Novo Testamento, Salome
neta de Herodes.
Salome com a cabeça de John the Baptist por David
Teniers
Salome
nasceu na realeza romano-judaica da Galiléia (mais ou menos em 14 d.C.),
concebida do relacionamento proibido entre Herodes Antipas e Herodias, sua
cunhada. Sua beleza era inigualável, toda sua estrutura, desde os cabelos
negros até suas pernas perfeitas. Nenhum homem poderia resistir à sua beleza
encantadora e ela sabia como usar seus atributos à seu favor, era do tipo que
gostava do poder que sua beleza exercia, uma garota com um beijo de mulher
fatal. Um dia chega do deserto um homem chamado John the Baptist (ou João
Batista como preferir), grande pregador da época que passou muitos dos seus
anos levando para as pessoas a palavra de Deus e anunciando a vinda de seu
filho Jesus. Antipas recebeu o profeta que o recriminou tanto por ter traído a
esposa como também por seu relacionamento incestuoso, tendo até mesmo uma filha
que por sua vez é também sobrinha. John diz que caso Antipas não volte com sua
antiga esposa uma maldição cairia sobre eles. A dita esposa, Herodias, com ódio
pelo pregador, manda que seu marido o prenda e assim o fez. No dia de seu
aniversário Antipas quer esquecer as palavras assustadoras de John e faz uma grande
festa na qual, reza a lenda, Salome dançou para todos e a sensualidade da jovem
deixou todos estupefatos, até o próprio Antipas. Os convidados pediram para que
dançasse mais uma vez e Antipas tenta atendê-los pedindo à garota que dance
mais uma vez, mas ela recusa. Antipas insiste dizendo que daria tudo o que ela
quisesse caso dançasse de novo. Salome então, por puro capricho e teste de sua
influência, pede que a cabeça de John Baptist seja trazida em uma bandeja de
prata.
A dança de Salome por Leopold Schmutzler
No começo Antipas hesita, mas diante de tantas testemunhas acaba cedendo e a cabeça de John foi trazida até Salome. John agora se torna um mártir, cuja morte foi ocasionada apenas pela ordem de uma moça. Existem várias interpretações sobre essa história. Para alguns Salome era um poço de maldade, manipuladora e calculista. Para outros uma moça ingênua que deve apenas ter seguido as ordens da mãe, visto que esta é quem tinha algo contra John. Graças aos vários artistas durante a história podemos sentir através de suas interpretações feitas em pinturas e peças um pouco como devia ser seduzido por essa figura estonteante. Não se sabe como foi o fim de Salome.
Salome (Berserker)
Na cultura popular
Salome [Salomé] (1953): Filme de romance tendo nossa personagem Salome como foco usando a interpretação da moça inocente usada pela mãe enganadora.