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sábado, 20 de agosto de 2022

sábado, 22 de janeiro de 2022

Gaijin-san 19: H de Ecchi

 Calcinhas, peitos, tudo mostrado com a graça que só os animes podem oferecer.















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segunda-feira, 12 de julho de 2021

Gaijin-san 16: Masami Kurumada

 O autor de muitas armaduras, constelações e também muito ruim de negócios. Mestre Kurumada é o assunto da vez.












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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Gaijin-san 14: One Piece

 Falemos as verdades sobre o pirata mais esticado e arretado da história.





Imagem editada por Catarino








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Assuntos citados:

One Piece in a nutshell



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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Gaijin-san 13: Mangá no Geral

Todos os colecionadores sofreram com o mal de não ter sua coleção completa. Mangás e o que achamos de comprá-los no Brasil, lets go.

















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domingo, 28 de junho de 2020

Fate/Saiba Quem Foi: Chen Gong

Vindo dos mitos e épicos chineses temos Chen Gong em Fate/Grand Order e ele não muda muita coisa, tirando talvez que ele parece mais um professor inglês que chinês, mas nada muito sério, já que ele pelo menos passa uma impressão de estrategista militar.



CHEN GONG

Nascido por volta de 154 d.C. Chen Gong (ou Gongtai) viria à ser uma figura importante do período conhecido como a Guerra dos Três Reinos. Chen Gong, estudioso como era, logo se tornou magistrado da cidade de Zhongmu da província de Henan que estava sob o comando do general militar Dong Zhuo. Porém mais ou menos em 190 d.C., período em que Dong Zhuo mantinha o jovem imperador Xian como refém, Cao Cao tentou contra a vida de Zhuo, mas falhou e em sua fuga foi capturado em Zhongmu onde Chen Gong o interrogou e se emocionou com tamanha lealdade ao imperador Xian. Chen Gong decidiu abandonar seus deveres de magistrado e se unir à Cao Cao como conselheiro de guerra chegando à ser uma peça fundamental na ascensão de Cao Cao quando o ajudou à tomar a província de Yan em 193 utilizando suas táticas diplomáticas. Até que em 194 Chen Gong ficou insatisfeito com Cao Cao e deixou seus serviços partindo para a cidade de Dongjun. De acordo com as romantizações dos Três Reinos Chen Gong decidiu ir embora depois de ver Cao Cao matando a família do próprio amigo, Lu Boshe, por engano e depois matando Lu Boshe de modo traiçoeiro para não deixá-lo ver sua família morta e possivelmente se voltar contra ele.


Claro isso não impediu Cao Cao de continuar suas conquistas e seu próximo alvo era Xu Zhou, que estava protegida por um amigo pessoal de Chen, Tao Qian. Sabendo disso Chen foi até Xu Zhou e tentou resolver o conflito novamente através de sua diplomacia, porém sem sucesso e assim partiu novamente para pedir a ajuda de Zhang Miao e chegando lá veio a conhecer o atual rival de Cao Cao, o general Lu Bu, que havia matado Dong Zhuo quando estava sob seu comando. Com a ajuda de Chen e o apoio de Zhang Miao o grande guerreiro Lu Bu conquistou boa parte da província de Yan utilizando das estratégias de Chen Gong. Uma das batalhas mais conhecidas em que suas estratégias fazem uso é na Batalha de Puyang, embora seja fictícia. Cao Cao montou um ataque massivo em Puyang prendendo Lu Bu e seu exército. Chen Gong mandou um mensageiro local levar uma mensagem para o Cao Cao chamando-o para dentro da cidade e chegando lá mal teve tempo de descobrir a verdadeira armadilha quando viu os portões pegando fogo e as tropas de Lu Bu impedindo as rotas de fuga, mas Cao Cao ainda consegue fugir. O que aconteceu mesmo foi que Cao Cao manteve o ataque até que Lu Bu e seus homens tiveram que abandonar a cidade e procuraram abrigo com Liu Bei em Xiapi na província de Xu.


Porém Lu Bu tomou Xiapi de Liu Bei que pediu ajuda à Cao Cao que viu aí sua chance de tomar a província e mandou dois espiões para plantar a discórdia entre Lu Bu e Chen Gong além de botá-los contra Liu Bei. Os dois infiltrados se tornaram o braço direito e esquerdo de Lu Bu e constantemente o aconselham à atacar Liu Bei, algo que Chen Gong firmemente discorda e até o momento seus conselhos são ouvidos. Quando Cao Cao chega em Xiapi o estrategista diz para Lu Bu atacar primeiro usando uma formação de duas pontas (Jǐjiǎo Yīzhèn) em que Lu Bu levaria uma tropa para fora da cidade enquanto Chen ficaria com o resto na cidade, mas Lu Bu decide ficar onde está por causa das reclamações de sua esposa. Como era de se esperar o exército de Cao Cao fez um forte cerco e embora tenha tentado muitas vezes passar pelas fortes defesas Lu Bu falha constantemente e se vê querendo se render, mas Chen Gong o convence à continuar. Finalmente Cao Cao manda seus homens drenarem os rios próximos para diminuir a água dos inimigos e não aguentando mais alguns soldados amarram Lu Bu e Chen Gong, os levam para Cao Cao que agora captura o seu inimigo e seu antigo estrategista. Cao Cao oferece uma chance de Chen Gong voltar à seus serviços, mas se recusa dizendo que prefere a morte. Chen Gong foi enforcado junto de Lu Bu e suas cabeças foram decapitadas para exibição pública.


Chen Gong (Caster)




Na cultura popular

Yokoyama Mitsuteru Sangokushi (1991): Anime baseado no mangá de mesmo nome lançado em 1971 que por sua vez se baseia nas romantizações do épico dos Três Reinos.

Episódio 22 em que Chen Gong dá conselhos para Lu Bu



San guo yan yi (1995): Série chinesa que segue mais fielmente as histórias dos livros.

A captura de Lu Bu e Chen Gong



San guo (2010): Pode-se dizer que é uma versão mais moderna da série de 95.

Chen Gong fala com Cao Cao sobre a morte de Lu Boshe




Dinasty Warriors 8 (2013): Jogo de videogame com base nos mitos dos Três Reinos, mas com porradas mais épicas. Chen Gong, ao invés de ser um homem sereno de aspecto intelectual, é um personagem de aspecto suspeito que parece sempre estar planejando algo.

Lu Bu reencontra Chen Gong



Wu shen Zhao Zilong (2016): Série chinesa mais fantasiosa contando os eventos do Romance dos Três Reinos.







OBS 1: Existem outras animações japonesas com o nome Sangokushi que são OVAs ou filmes.

OBS 2: Outros jogos que existem com essa temática é a série Romance of the Three Kingdoms da Koei, a mesma de Dinasty Warriors e um jogo para o snes baseado no anime de 91.





sexta-feira, 26 de junho de 2020

Fate/Saiba Quem Foi: Gareth

Vindo das lendas arturianas chega Sir Gareth da Távola Redonda. Em Fate/Grand Order Gareth tem uma aparência bem honesta em relação ao Gareth das lendas, sendo a maior diferença seu gênero trocado. Dito isso Gareth é uma garota animada, valente e honesta como todo bom cavaleiro deve ser.



GARETH

Um dos cavaleiros da Távola Redonda, apelidado de “Beaumains” (Mãos Bonitas em francês). Gareth está mais para um personagem criado pelos romancistas europeus inspirados nas lendas arturianas, sendo assim, mesmo que tenha existido algum cavaleiro com esse nome, e ainda ligado à Arthur, as ações e aventuras contadas nos livros dificilmente seriam seus verdadeiros feitos, mas são suas aventuras dos livros as mais conhecidas. Gareth apareceu pela primeira vez nos versos do poeta Chrétien de Troyes chamados de Perceval ou le Conte du Graal (Percival, A História do Graal) datados do século 12. Gareth era sobrinho de Arthur e irmão de sangue de outros cavaleiros da Távola como Gawain, Agravain e Gaheris assim como meio-irmão de Mordred e era o mais jovem de todos. Gareth tem a maioria de suas aventuras aparecendo no Ciclo da Vulgata (ou Lancelote-Graal), um dos ciclos de contos das lendas arturianas. Gareth, junto com seus irmãos, deixou os serviços de seu pai, o rei Lot, para servir Arthur.


Primeiramente Gareth se apresenta sob outro nome para a côrte de Arthur procurando trabalho e pede permissão para que lhe sejam concedidos três pedidos, o primeiro sendo apenas alimento para um ano, e que os outros revelaria depois e Arthur concede e ainda dá trabalho ao menino como ajudante de cozinha, sob os cuidados de Sir Kay que caçoava do menino e inclusive deu-lhe o apelido de “Beaumains”, mas Lancelot e Gawain gostam do garoto e o ajudam quando precisa. Certo dia uma garota chamada Lynette chega à côrte de Arthur pedindo ajuda para que salvem sua irmã Lyonesse das mãos do Cavaleiro Vermelho. Gareth então pede seus outros dois pedidos, que lhe permitam assumir essa missão e que Lancelot o consagre cavaleiro antes de ir, mas Lynette toma Gareth como um simples ajudante de cozinha e não acredita que ele tenha tal capacidade de combate. O jovem cavaleiro logo mostra o contrário ao derrotar Sir Perarde, o Cavaleiro Negro, um dos companheiros do Cavaleiro Vermelho, e tomou para si seu cavalo e armadura. Logo depois derrotou o irmão de Perarde,  Sir Pertolope, o Cavaleiro Verde, mas poupa-lhe a vida em troca de seus serviços ao rei Arthur e assim foi também com Sir Perimones, o Cavaleiro Castanho, e Sir Pesaunte, o Cavaleiro Índigo. Finalmente Gareth chega ao castelo da garota Lynette e luta contra o Cavaleiro Vermelho, Sir Ironside. O embate durou o dia todo até que Gareth, como um lobo furioso, finalmente vence o forte inimigo. Antes de Gareth matar Ironside em honra dos outros que falharam em salvar Lyonesse, o Cavaleiro Vermelho explica que só fez tudo isso para chamar a atenção de Lancelot à quem jurou matar. Gareth então poupa a vida do cavaleiro e o faz jurar lealdade à Arthur e ainda o leva para Camelot para se desculpar com Lancelot e finalmente Gareth ganha seu lugar na Távola Redonda.



Gareth ajudou Arthur e seus cavaleiros em várias batalhas, como na invasão dos Saxões. Em um torneio entre os cavaleiros de Camelot Gareth entrou disfarçado e derrotou até o grande Lancelot, sendo um dos dois únicos que já conseguiu tal feito, o outro foi Tristan. Porém, durante os eventos envolvendo Lancelot e seu caso com Guinevere (esposa de Arthur), Gareth estava desarmado quando perseguia o cavaleiro dito traidor e Lancelot mata Gareth por acidente dando início aos eventos mais desastrosos das lendas arturianas. Os contos das aventuras de Gareth vieram à inspirar muitas outras histórias parecidas, principalmente a da sua missão para derrotar o Cavaleiro Vermelho.




Na cultura popular
(OBS 1: Como Gareth não tem filmes ou séries focados nele decidi botar itens onde ele tem pelo menos algum tipo de participação minimamente importante)

Knights of the Round Table [Os Cavaleiros da Távola Redonda] (1953): Nesse filme Gareth não tem um papel muito relevante, mas ele tá lá junto dos outros cavaleiros e ainda participa do torneio entre eles...eu acho.




Lancelot and Guinevere/Sword of Lancelot [Lancelot, O Cavaleiro de Ferro] (1963): Aqui aparece a cena de Lancelot fugindo dos cavaleiros e atingindo o indefeso Gareth.




Quest for Camelot [A Espada Mágica - A Lenda de Camelot] (1998): Filme animado da Warner Bros. bem vagamente baseado no livro The King's Damosel (1978) e que você provavelmente já viu. Sei que é estranho botar esse filme aqui, mas decidi botar porque foi o único que eu achei que segue pelo menos algo dos elementos da aventura de Gareth contra o Cavaleiro Vermelho, embora seja um filme bem ruinzinho. É só que o Cavaleiro Vermelho se chama Ruber e usa magia, Gareth se chama Garret e é um andarilho cego da floresta e a Lynnete se chama Kayley e é a protagonista...nada demais, né?






OBS 2: No ciclo de 12 poemas narrativos Idylls of the King [Idílios do Rei] (1859-1888) do poeta Alfred Tennyson, os inimigos de Gareth são associados à diferentes partes do dia ao invés de cores. São eles o Estrela da Manhã, Sol do Meio-Dia, Estrela da Tarde e o Cavaleiro da Noite ou da Morte que era apenas um garoto.






terça-feira, 23 de junho de 2020

Fate/Saiba Quem Foi: Eric Bloodaxe

Um dos personagens de Fate/Grand Order que não foi transformado em alguma piada. A história dele é igual à figura mitológica em questão, mas o que é mais interessante até mais que Eric é a sua arma que é um dos seus Fantasmas Nobres. Esse rei viking possui um machado vermelho gigantesco que foi feito com os ossos de uma fera-demônio que ele matou e assim o machado se tornou uma espécie de ser vivo que precisa se alimentar de sangue de tempo em tempo ou então acabará morrendo e por causa dessa influência demoníaca apareceram chifres na cabeça de Eric e sua sede por lutas e violência só aumentou.




ERIC BLOODAXE

Na época em que a antiga Noruega estava unificada, nascia Eric, filho de Harald “Finehair” ou “Cabelo Belo” (dito o primeiro rei da Noruega unificada), por volta de 885 d.C. Por razões desconhecidas Harald decidiu deixar seu trono para Eric, mesmo ele sendo um dos filhos mais novos. Harald tinha muitos filhos com outras mulheres e esses ficaram insatisfeitos com a decisão do pai. Ao assumir o poder Eric foi atrás de matar os seus irmãos mais velhos, temendo que eles tentassem algo contra ele. Ganhou o apelido de “Bloodaxe” ou “Machado Sangrento” pois muitos dos seus irmãos foram degolados por ele pessoalmente e assim, por volta de 930 d.C., começou as sagas do rei viking Eric Bloodaxe, que conseguiu sua coroa através de banhos de sangue.


Existem outras histórias narradas em diversas sagas, tais como a das moedas com o seu nome, seu casamento com Gunnhilld, que diziam ser uma bruxa, assim como a rivalidade do casal com Egil, filho de Skallagrim, mas as mais interessantes são suas sagas como rei. As notícias do fatricídio de Eric chegaram aos ouvidos de Athelstan na Inglaterra, que temendo que o rei sangrento rompesse a trégua que tinha com Harald, mandou Haakon para destroná-lo, pois Haakon também era filho de Harald, um filho que ele havia mandado para a Inglaterra um tempo atrás. Haakon conseguiu o apoio necessário para tirar Eric do trono, por volta de 935, que se exilou ao norte da Escócia e depois em 940 viajou para o Reino de York que tinha influência do antigo reino anglo-saxão da Nortúmbria. Lá Eric passou muitos anos participando de incursões locais de pilhagem e com isso firmou alianças que o ajudaram à disputar o trono de York e ele se tornou um dos reis vikings mais temíveis e implacáveis durante o breve período de 947 até 948. O motivo disso pode ser que os atos de pilhagem de Eric chegaram aos ouvidos do rei inglês Edred que decidiu combatê-lo, vendo que não dispunha de um exército forte o suficiente para assegurá-lo no trono Eric decidiu renunciar. Então apareceu Olaf Cuárán de Dublin que viajou para Nortúmbria e assumiu o trono de York aproveitando-se da situação do reino.



Nos anos que se seguiram Eric juntou aliados para novamente tomar o trono e finalmente, em 952, o reassumiu derrotando Olaf. Porém, por volta de dois anos de seu reinado, Eric veio à sofrer uma traição, que o fez perder muito do que tinha de apoio. O nome da pessoa que cometeu essa traição não é bem certa, mas diz-se que foi um homem chamado Maccus, filho de Olaf o mesmo que Eric e seus homens derrotaram pelo reino de York. Então o exército inglês de Earldom da Bernicia foi de encontro ao parco exército de Eric em Stainmore, e então conseguiram cercá-lo e lá o rei sangrento encontrou seu fim em combate. Sua morte marcou o fim da era de independência dos guerreiros vikings.


Eric Bloodaxe (Berserker)




Na cultura popular

Não existem filmes ou séries sobre Eric Bloodaxe. Tem alguns filmes com personagens chamados de Eric que são vikings, mas não são sobre o rei sangrento em questão. Existe um livro chamado Mother of Kings de 2001 contando as sagas de Gunnhild, esposa de Eric e na quarta temporada da série Vikings (por favor perdão pelo "spoiler histórico") aparece Harald "Finehair", o pai de Eric.






domingo, 15 de setembro de 2019

Fate/Saiba Quem Foi: Calígula

O imperador mais conhecido por suas tiranias e perversões. O personagem Calígula no mundo de Fate não muda muito de quem foi sua figura histórica. A única diferença é que ele vira um cara porradeiro, por assim dizer, quando é invocado, ele consegue derrotar inimigos só com suas mãos, mas isso também se deve ao fato de ele ser invocado na classe Berserker. E também o motivo da loucura de Calígula em Fate, ao que parece, deve-se à deusa da lua, Diana, inclusive seu Fantasma Nobre consiste em invocar a lua e através de sua luz ele transmite a loucura de sua mente para as mentes daqueles atingidos pela luz. Eu fico imaginando que o que é transmitido na verdade é o filme do Calígula, aquele com o ‎Malcolm McDowell‎. Imagina o inferno que seria ter esse filme passando na sua mente direto. Calígula também aparece no mangá spin-off Fate/Extra CCC: Fox Tail. Vejam agora quem foi essa figura assustadora.




CALÍGULA

Nascido da união entre Germânico e Agripina Maior, Caio Júlio César Augusto Germânico acompanhou seu pai em suas campanhas desde os três anos. Nessas campanhas ficou popular entre os soldados que achavam engraçado a criança usando pequenas cáligas (uma espécie de sandália) e por isso ganhou o apelido de Calígula (botinha). A mãe de Calígula era neta do primeiro imperador de Roma, Augusto, ainda vivo na época do garoto. Estando para morrer Augusto nomeou Tibério, seu enteado, como sucessor. Porém Tibério não era querido pelo povo romano por ele ser peverso e sabendo disso Augusto o convenceu a adotar o popular general Germânico (pai de Calígula) como filho e nomeá-lo como herdeiro. Germânico acaba morrendo levantando suspeitas da família de Calígula contra Tibério que mandou a mãe do garoto, Agripina Maior, para uma ilha remota onde morreu de fome, e ainda prendeu os dois filhos mais velhos dela, um se suicidou e o outro morreu de inanição. Depois disso o pequeno garoto foi enviado para viver com a bisavó Lívia (esposa de Augusto) junto com suas irmãs Lívila, Drusila e Agripina.



Se passou alguns anos e Calígula voltou para junto de Tibério que o adotou como filho e apesar de no fundo odiar o imperador que causou todo o seu drama familiar, ele nada podia fazer contra o homem mais poderoso de Roma. Provavelmente devido a esse ambiente de raiva e frustração causados pelo fato de ser “filho” do assassino de sua mãe e seus irmãos o jovem começou a perder a sanidade. Dizem que ele gostava de assistir a execuções e passar a noite em orgias. Com a morte de Tibério no ano 37 d.C, Calígula, com 24 anos, se tornou imperador e logo mandou libertar cidadãos presos injustamente, eliminou vários impostos e promoveu vários eventos públicos como corridas de bigas, lutas de gladiadores e peças de teatro, basicamente começando bem o seu reinado. Porém seis meses depois de assumir o posto o jovem adoeceu devido às suas orgias excessivas e quase morreu o que piorou a sua sanidade mental.




Existem muitos relatos das loucuras cometidas por Calígula, algumas das mais populares são tidas como puro exagero, tais quais a de que ele ordenara matar uma família inteira, mandava executar quem quer que falasse dele na rua, devorar os testículos de seus inimigos e uma das loucuras mais conhecidas, a de que ele nomeou seu cavalo favorito, Incitatus, como senador. Há relatos também de que ele teve relações incestuosas com suas três irmãs, mas não se sabe se é verdade. Porém é fato que Calígula começou mesmo a perder o rumo de como reinar, gastando exorbitantemente e devido à isso voltou a cobrar impostos ainda mais altos. Também mandou trocar várias cabeças de estátuas de divindades pela sua própria, pois ele mesmo se achava um deus. Mas ele adorava alguns deuses, como Diana (deusa da caça e da lua) para quem construiu um barco tão grande quanto um templo e mais dois menores e navegava com eles no Lago Nemi, perto de um santuário da deusa, em noites de verão, época em que Diana florescia nas noites de lua cheia e ele dizia receber a força vital da terra. Devido a tudo isso Calígula começou a perder popularidade entre o povo romano e o apoio do Senado. Então no ano 41 d.C, alguns soldados, também já fartos das insanidades, o atacaram e mataram o jovem imperador nos seus tenros 28 anos.




Calígula (Berserker)




Na cultura popular

I, Claudius (1976): Baseada em um livro, essa série da BBC conta a história do primeiro imperador de Roma até o imperador Claudius (que é quem narra a história), imperador que assumiu depois de Calígula, que aqui é interpretado por John Hurt ainda jovem (pesquisa que você deve lembrar dele por rosto). Muito boa, um pouco lenta, mas boa e está disponível no YouTube com legenda em português.




Calígula (1979):.............não....não por favor não não......




Caligola - la storia mai raccontada (1982):......um cavalo não não, chega...........





Roman Empire: Caligula - The Mad Emperor (2019): Acabou? Uff, bom, Roman Empire (Império Romano) é uma série documentário da Netflix, só que bem mais trabalhada e produzida. A terceira temporada conta a história de Calígula. Vale à pena conferir.







terça-feira, 27 de agosto de 2019

Fate/Saiba Quem Foi: Charles-Henri Sanson

O pretendente à médico que ficou mais conhecido por sua infeliz ocupação de executor e que deu fama à ferramenta chamada guilhotina. Na franquia Fate o servo Charles tem uma certa paixão por Maria Antonieta, uma das vítimas de sua guilhotina.



CHARLES-HENRI SANSON

Os Sanson foram uma família que desde 1684 serviram à realeza francesa como executores reais, sendo o posto passado de pai para filho. Charles John Baptiste Sanson ensinou o ofício para seu filho mais velho, Charles-Henri, por 20 anos. Primeiramente ele queria ser médico, mas seu pai começou a sofrer de paralisia então teve que largar os estudos de medicina visando sustentar a família como executor, apesar de seu repúdio pelo ofício. Em 1765 casou-se com Marie-Anne Jugier com quem teve dois filhos, Henri e Gabriel. No dia 26 de Dezembro de 1778 seu pai deu à Charles-Henri o casaco vermelho, sinal de que era agora o mestre executor.


Usando de seus conhecimentos de medicina Charles-Henri dissecava os corpos das pessoas que executava para estudá-los além de fazer remédios com as ervas que plantava em seu jardim. Foi ele quem apoiou o Dr. Joseph Ignace Guillotin (médico e deputado da Assembléia da França) à respeito do uso da guilhotina nas execuções, afim de dar à vítima o mínimo de sofrimento já que era mais difícil decapitar com uma espada, e assim Tobias Schmidt, fabricante de instrumentos musicais e amigo de longa data de Charles-Henri, construiu o primeiro protótipo. Quando o protótipo foi testado pela primeira vez o próprio Charles-Henri inspecionou o dispositivo e foram feitos vários testes com fardos de palha, ovelhas vivas e com cadáveres humanos até que depois de uma semana, em 25 de Abril de 1792, a Assembléia aprovou o uso e no mesmo dia Charles-Henri efetuou a primeira execução por guilhotina da história na Place de Grève matando o ladrão Nicolas Jacques Pelletier. Os custos e os riscos nas decapitações por guilhotina eram menores do que as que eram feitas com a espada e por isso Charles-Henri recebeu da Assembléia os direitos de um civil normal, pois as leis e até o modo de tratamento pela sociedade eram diferentes para os executores. Ele também já executou revolucionários conhecidos, incluindo Georges Danton, Maximilien Robespierre, Louis Antoine de Saint-Just, Jacques Hébert e Camille Desmoulins. No ano de 1793 o rei Louis XVI foi acusado de alta traição contra o estado e Charles-Henri foi designado para executá-lo e essa foi uma das suas execuções mais conhecidas, além disso ele também participou da execução da viúva de Louis XVI, Maria Antonieta, mas quem realizou o feito foi seu filho mais velho, Henri, já designado como o próximo executor da família Sanson. Diante da guilhotina de Sanson a única esperança era a morte.

Charles-Henri Sanson segurando a cabeça de Louis XVI em 1793

De 1789 até 1796 estima-se que Charles-Henri Sanson executou 2548 pessoas. Dessas, 370 eram mulheres, 22 eram menores de idade e 9 tinham mais de 80 anos de idade. Charles-Henri morreu de velhice em 4 de julho de 1806 deixando para trás 40 anos de seu legado de morte, seus dois filhos e seu neto que vieram a ser a última geração de executores da família Sanson.



Charles-Henri Sanson (Assassin)




Na cultura popular

La Révolution française - les années terrible (1989): O segundo filme de uma duologia de filmes (looooongos) contando a história da revolução francesa. Charles-Henri é interpretado pelo saudoso Christopher Lee, mas aparece bem pouco



Innocent (2013): Um mangá de autoria de Sakamoto Shinichi que tem como protagonista principal Charles-Henri Sanson e seu caminho de executor. É bem cativante à seu modo e a arte é muito bem feita.




OBS: Existem mais dois livros que contam com Charles-Henri Sanson como protagonista, mas não os li para opinar sobre. São eles A Place of Greater Safety e The Executioner Heir.


segunda-feira, 10 de junho de 2019

Os Bons Live Actions de Anime e Mangá

Todos já passamos por vários live actions, muitos decepcionantes e vários satisfatórios ou bons, que em sua maioria são os adaptados de quadrinhos americanos. Então para quem gosta de anime é quase inevitável imaginar algum anime ou mangá favorito adaptado para a maravilha que é o cinema. "Como seriam esses poderes na tela?", "Que ator ou atriz seriam ótimos interpretando esse personagem?". Mas, no que condiz às obras orientais, devido às grandes decepções, ficamos com um muito receio, pois são em sua maioria horríveis, sejam produções ocidentais ou orientais. Bem raramente aparecem alguns que se salvam e é desses que eu vou falar, na verdade recomendar para deixar vossa pessoa leitora mais relaxada caso veja alguns desses títulos por aí e saber que pode assistir sem medo. Falarei de 3 títulos aqui, depois quem sabe falo de mais 3. Vamos à eles.






1 - Rurouni Kenshin ou Samurai X



Não que eu esteja fazendo um top dos melhores aqui, mas esse eu quis deixar em primeiro porque esse filme é simplesmente foda. Olha eu nunca vi acertarem tanto em um live action baseado em um mangá. Uma das coisas que mais me incomodam nesses filmes é a insistência de botarem um elenco inteiro cujas nacionalidades são visualmente diferentes dos personagens que estão representando. O elenco do filme seria todo asiático, independente das nacionalidades dos personagens ou da locação da história, mas como Samurai X fala sobre samurais não há problema. Falando no elenco, todos foram muito bem escalados para seus respectivos personagens. A história do filme também está muito bem adaptada, sem parecer muito apressada ou muito resumida. Não vou entregar muito do filme, mas gostei muito do que fizeram com o plano do barco do Makoto Shishio que teve um espaço melhor no enredo do terceiro filme que fecha lindamente a trilogia. Mas o que mais impressiona nos filmes é a coreografia das lutas e o trabalho de câmera. As lutas são enérgicas e rápidas, num equilíbrio perfeito entre o possível e o impossível e o mais incrível é que você consegue acompanhar perfeitamente com o excelente trabalho das câmeras acompanhada da igualmente excelente trilha sonora. Com tudo isso só posso dizer parabéns, existe prova de que a humanidade tem esperança afinal. Uma curiosidade, o primeiro filme foi lançado em DVD e Blu-ray aqui no Brasil, e com as opções de três idiomas: Original-Japonês, Português-Nova Dublagem e Português-Dublagem Clássica. Como deve-se imaginar, sim uma das opções é com o elenco de dublagem do anime, com exceção do Yahiko por motivos óbvios (o cara não tem mais voz de menino). Achei muito maneiro isso de trazer essa galera de volta, mas infelizmente nessa opção de idioma o áudio tá zoado, a trilha chega adiantada e passa por cima da voz dos personagens, gostaria que tivessem consertado isso.




2 - Gantz e Gantz: Perfect Answer



Se você não viu esses dois filmes já vou dizendo que só tem uma cena de mulher pelada e não aparece muita coisa. Enfim, Gantz é ou foi um dos meus seinens favoritos (eu ainda tenho uns sentimentos confusos quanto algumas coisas do mangá), mas os filmes são realmente bons. O primeiro filme segue fielmente os ocorridos da primeira parte da história do mangá, desde o acidente de trem até as estranhas criaturas enfrentadas pelos protagonistas cujo elenco é bem parecido também. Uma coisa muito boa sobre o filme é que a maior parte dos efeitos são práticos e não gerados por computador, mostrando que a produção se preocupou em deixar o filme visualmente bonito e realista o máximo possível, pois numa história como Gantz eles poderiam muito bem encher de CG em tudo. As cenas de ação também são muito bem feitas e o drama pesado também estão bastante fiéis à trama de Gantz. E se você, assim como eu, leu o fim de Gantz no mangá e ficou um tanto insatisfeito o segundo filme tem um final que particularmente eu acho um pouco melhor. Pode não ser uma "perfect answer" mas é quase.




3 - Oldboy



A versão coreana por favor, não cheguem perto da versão americana. Dito isso, esse é originalmente um mangá japonês, escrito por Garon Tsuchiya (também conhecido como Marley Caribu) e ilustrado por Nobuaki Minegishi, com o título de Loose Senki: Old Boy. Então o diretor coreano Park Chan-wook olhou essa história e decidiu fazer um filme e assim, em 2003, saiu Oldboy. Devo dizer que nunca li o mangá, mas o filme é simplesmente excelente então vou confiar, um dia leio o mangá e comparo as versões de Oldboy em um outro post. Mas independente disso o filme é uma ótima pedida pra quem gosta de um filme violento com ação suja (na falta de uma palavra melhor) e fora isso tem o mistério e o suspense e um final ótimo, vai por mim, se você não viu vale muito à pena conferir.