domingo, 15 de setembro de 2019

Fate/Saiba Quem Foi: Phantom of The Opera

O atormentado ser em busca de seu amor inalcançável, o Fantasma da Ópera, que ficou popular através dos vários musicais. Ele possui a habilidade de Innocent Monster (Monstro Inocente), habilidade que os servos cujas histórias são formadas por atos atrozes possuem, que pode transformar seu rosto e suas mãos em formas grotescas, mas na maior parte do tempo ele é um típico cavalheiro de bela aparência. Ele aparece no jogo Fate/Grand Order como um personagem jogável e como um boss.




PHANTOM OF THE OPERA

Le Fantôme de l’Opéra (O Fantasma da Ópera) é um romance francês escrito pelo jornalista Gaston Leroux, os capítulos foram lançados desde 23 de setembro de 1909 à 8 de janeiro de 1910, mas na época não foi muito popular e suas publicações pararam. Mesmo assim, em 1925, foi lançado um filme mudo inpirado no livro e acabou sendo reconhecido como bom pela crítica e aos poucos a obra foi recuperando a popularidade, vindo a ser adaptada várias vezes como peças de teatro, mais filmes, o famoso musical da Broadway de 1986 e até a banda Iron Maiden canta uma música baseada na estória. Phantom (Fantasma) e Christine são os personagem de foco da estória e, apesar de que o romance entre os dois é só fantasia do livro, acredita-se que esses personagens foram baseados em pessoas reais. No caso de Christine a base poderia ser a cantora soprano Christina Nilsson por suas similaridades com a personagem. Diziam que Nilsson possuía uma voz belíssima e que era muito bonita. Quanto ao Phantom a história é mais longa.



De acordo com o boato, em uma pequena vila na França existiu um garoto chamado Erik que nasceu com o rosto deformado e por isso sua mãe o fazia usar uma máscara. Fugiu com um circo itinerante se tornando uma das atrações. Durante suas viagens aprendeu arquitetura e ao voltar para a França caiu nas graças de Charles Garnier, o fundador da famosa Ópera Garnier, e acabou ajudando no projeto. A Ópera Garnier também serviu como base para a casa de ópera do livro pois também possui túneis subterrâneos e um lago subterrâneo. Erik passou a viver como um cavalheiro da época usando sempre a sua máscara para esconder seu rosto, mas mesmo assim era respeitado. Assim como no livro Erik também possuia um assento especial na casa de ópera onde podia ir e vir à vontade usando um buraco na coluna e sem ser visto. Erik também se apaixonou por uma cantora que se apresentou no Ópera Garnier, mas foi rejeitado e acabou sequestrando a mulher. Semanas depois foi encontrada e ela partiu logo de Paris, porém Erik não foi encontrado.




Supostamente, anos depois, quando a ópera da Bastilha foi construída para substituir a Ópera Garnier, um trabalhador encontrou um pequeno apartamento nos subterrâneos junto com um esqueleto usando um anel dourado que Erik costumava usar. Dizem que ele ficou com o coração tão partido que resolveu se trancar no apartamento até morrer. No livro o personagem também assume o nome Erik comopseudônimo. Ele vive nos subterrâneos cobrando dos administradores uma certa quantia para que ele não atrapalhe as apresentações. Se apaixona por Christine, tanto que clamava “Christine Christine” pelas paredes da ópera e faz de tudo para que ela se saia bem, desde à lições de canção até supostos assassinatos. Um dia Erik passa a querer mantê-la somente para si, porém a garota tenta fugir com seu amigo de infância Raoul e por isso Erik a sequestra e a força a querer se casar com ele. Temendo pela vida de Raoul e dos outros Christine aceita e acaba recebendo por Erik um beijo na testa sem o menor temor ou repúdio e isso faz com que Erik se sinta muito alegre por ter sido tratado como ser humano e por isso a liberta para ficar com o homem que ela ama e tudo que pediu é que quando ele morresse ela o enterrasse junto com o anel dourado que ele deu. Anos mais tarde seu esqueleto é encontrado com o anel.




Phantom of the Opera (Assassin)




Na cultura popular

The Phantom of the Opera (1925): Filme mudo com Lon Chaney no papel principal. Esse é o filme dessa lista que talvez chegue mais perto de representar bem o livro, pois ele segue adaptando praticamente todas as cenas do livro de modo bem parecido, com exceção do final que é bem diferente, e a maquiagem do Phantom é a mais bem feita dessa lista, pois é a mais horripilante. Segue uma das cenas abaixo.




The Phantom of the Opera (1943): Talvez não devesse botar esse na lista por ter uma trama um pouco diferente do que seria a obra original, mas tem outros nessa lista com esse mesmo problema e vou tentar encarar como uma visão diferente da história, no final todos carregam um clima que lembra o Fantasma da Ópera. O protagonista é Erique Claudin que ao ter sua obra roubada e seu rosto derretido em ácido por um acidente passa à atormentar o povo do teatro no qual trabalhava.




The Phantom of the Opera (1962): Novamente um pobre compositor, Petrie, tem sua obra roubada e na tentativa de queimar toda sua obra como vingança acaba queimando seu rosto. E agora ele ensina secretamente uma garota chamada Christine para que ela encene sua música na próxima peça e ele veja sua obra concluída.




The Phantom of the Opera (1989): Se você gosta de filmes slashers (provavelmente) vai gostar desse. Um misterioso compositor que teve seu rosto desfigurado começa à ensinar canto para Christine e mata todos que cruzam o caminho dela e o seu próprio. A "máscara" que ele usa são pedaços de pele costurados ao seu rosto. Dando logo o spoiler, porque é bem merda, ele não morre, mas vive (sei lá como) até os dias modernos onde tenta tomar para si a reencarnação de Christine.




The Phantom of the Opera (2004): O filme musical baseada na peça teatral que tornou a obra popular. As músicas são bonitas e tudo, mas o filme é bem normalzinho.







OBS 1: Em 2011 foi feito um reencenamento do musical chamado The Phantom of the Opera at the Royal Albert Hall.

OBS 2: A obra Fantasma da Ópera obviamente tem bem mais adaptações, incluindo um filme de 1983 que segue uma história sem a trama das lições de Christine (não tenho certeza) e por isso não está na lista e um filme que vale ser assistido, não por ser bom, mas sim por suas bizarrices, Phantom of Paradise de 1974.




Fate/Saiba Quem Foi: Calígula

O imperador mais conhecido por suas tiranias e perversões. O personagem Calígula no mundo de Fate não muda muito de quem foi sua figura histórica. A única diferença é que ele vira um cara porradeiro, por assim dizer, quando é invocado, ele consegue derrotar inimigos só com suas mãos, mas isso também se deve ao fato de ele ser invocado na classe Berserker. E também o motivo da loucura de Calígula em Fate, ao que parece, deve-se à deusa da lua, Diana, inclusive seu Fantasma Nobre consiste em invocar a lua e através de sua luz ele transmite a loucura de sua mente para as mentes daqueles atingidos pela luz. Eu fico imaginando que o que é transmitido na verdade é o filme do Calígula, aquele com o ‎Malcolm McDowell‎. Imagina o inferno que seria ter esse filme passando na sua mente direto. Calígula também aparece no mangá spin-off Fate/Extra CCC: Fox Tail. Vejam agora quem foi essa figura assustadora.




CALÍGULA

Nascido da união entre Germânico e Agripina Maior, Caio Júlio César Augusto Germânico acompanhou seu pai em suas campanhas desde os três anos. Nessas campanhas ficou popular entre os soldados que achavam engraçado a criança usando pequenas cáligas (uma espécie de sandália) e por isso ganhou o apelido de Calígula (botinha). A mãe de Calígula era neta do primeiro imperador de Roma, Augusto, ainda vivo na época do garoto. Estando para morrer Augusto nomeou Tibério, seu enteado, como sucessor. Porém Tibério não era querido pelo povo romano por ele ser peverso e sabendo disso Augusto o convenceu a adotar o popular general Germânico (pai de Calígula) como filho e nomeá-lo como herdeiro. Germânico acaba morrendo levantando suspeitas da família de Calígula contra Tibério que mandou a mãe do garoto, Agripina Maior, para uma ilha remota onde morreu de fome, e ainda prendeu os dois filhos mais velhos dela, um se suicidou e o outro morreu de inanição. Depois disso o pequeno garoto foi enviado para viver com a bisavó Lívia (esposa de Augusto) junto com suas irmãs Lívila, Drusila e Agripina.



Se passou alguns anos e Calígula voltou para junto de Tibério que o adotou como filho e apesar de no fundo odiar o imperador que causou todo o seu drama familiar, ele nada podia fazer contra o homem mais poderoso de Roma. Provavelmente devido a esse ambiente de raiva e frustração causados pelo fato de ser “filho” do assassino de sua mãe e seus irmãos o jovem começou a perder a sanidade. Dizem que ele gostava de assistir a execuções e passar a noite em orgias. Com a morte de Tibério no ano 37 d.C, Calígula, com 24 anos, se tornou imperador e logo mandou libertar cidadãos presos injustamente, eliminou vários impostos e promoveu vários eventos públicos como corridas de bigas, lutas de gladiadores e peças de teatro, basicamente começando bem o seu reinado. Porém seis meses depois de assumir o posto o jovem adoeceu devido às suas orgias excessivas e quase morreu o que piorou a sua sanidade mental.




Existem muitos relatos das loucuras cometidas por Calígula, algumas das mais populares são tidas como puro exagero, tais quais a de que ele ordenara matar uma família inteira, mandava executar quem quer que falasse dele na rua, devorar os testículos de seus inimigos e uma das loucuras mais conhecidas, a de que ele nomeou seu cavalo favorito, Incitatus, como senador. Há relatos também de que ele teve relações incestuosas com suas três irmãs, mas não se sabe se é verdade. Porém é fato que Calígula começou mesmo a perder o rumo de como reinar, gastando exorbitantemente e devido à isso voltou a cobrar impostos ainda mais altos. Também mandou trocar várias cabeças de estátuas de divindades pela sua própria, pois ele mesmo se achava um deus. Mas ele adorava alguns deuses, como Diana (deusa da caça e da lua) para quem construiu um barco tão grande quanto um templo e mais dois menores e navegava com eles no Lago Nemi, perto de um santuário da deusa, em noites de verão, época em que Diana florescia nas noites de lua cheia e ele dizia receber a força vital da terra. Devido a tudo isso Calígula começou a perder popularidade entre o povo romano e o apoio do Senado. Então no ano 41 d.C, alguns soldados, também já fartos das insanidades, o atacaram e mataram o jovem imperador nos seus tenros 28 anos.




Calígula (Berserker)




Na cultura popular

I, Claudius (1976): Baseada em um livro, essa série da BBC conta a história do primeiro imperador de Roma até o imperador Claudius (que é quem narra a história), imperador que assumiu depois de Calígula, que aqui é interpretado por John Hurt ainda jovem (pesquisa que você deve lembrar dele por rosto). Muito boa, um pouco lenta, mas boa e está disponível no YouTube com legenda em português.




Calígula (1979):.............não....não por favor não não......




Caligola - la storia mai raccontada (1982):......um cavalo não não, chega...........





Roman Empire: Caligula - The Mad Emperor (2019): Acabou? Uff, bom, Roman Empire (Império Romano) é uma série documentário da Netflix, só que bem mais trabalhada e produzida. A terceira temporada conta a história de Calígula. Vale à pena conferir.







quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Fate/Saiba Quem Foi: Angra Mainyu

Em Fate o espírito primordial do mal que é Angra Mainyu já teve várias formas, pois ele próprio não possui mais uma forma própria. Em Fate/Stay Night ele é uma criatura quase amorfa nascida do Graal corrompido desde a terceira guerra por causa do clã Einzbern. Em Fate/Zero (prequel de Fate/Stay Night) esse mesmo Graal corrompido já também possuiu a personagem Irisviel tornando-a um avatar do espírito maligno e em Fate/Hollow Ataraxia assume a forma do vencedor da quinta guerra do Santo Graal, Shirou Emiya, mas um Shirou Emiya tatuado e bronzeado, essa forma também é usada no jogo Fate/Grand Order. Na verdade ele não é "o" deus de todos os males e sim um garoto que muito tempo atrás foi forçado à ser um sacrifício de sua vila para receber a maldição de todos os males do mundo em seu corpo para apaziguar os males que afligiam a própria vila. Por isso ser, de certa forma, um ato heróico ele acabou sendo aceito como servo pela entidade "Mundo" que lhe atribuiu o nome de Angra Mainyu, pois era o que mais se aproximava de sua origem histórica. Essa sua forma foi invocada pela primeira vez na terceira guerra pelo clã Einzbern, mas ele acabou sendo derrotado e seu espírito foi aprisionado no Graal ocasionando sua corrupção vista em Fate/Zero e Fate/Stay Night. Ele é o personagem mais difícil de tirar no jogo Fate/Grand Order e também o mais fraco.



ANGRA MAINYU

De acordo com o zoroastrismo (religião fundada na antiga Pérsia por Zaratustra), cujas palavras são ditas no Avesta (livro principal do zoroastrismo), Angra Mainyu (ou Arimã) é o princípio de todo o mal, o deus de todos os males, o total oposto de seu irmão gêmeo Ormuz (ou Ahura Mazda), o deus ou princípio do bem. Durante o parto dos gêmeos, Zurvan (o deus assexuado do tempo) disse que o primeiro que saísse seria o mais forte. Ouvindo isso Arimã forçou sua saída primeiro e por causa disso Zurvan profetizou que seu império do mal acabaria em alguns milênios e seu irmão então assumiria por toda a eternidade. Arimã então se voltou contra seu irmão se tornando o espírito do mal. Outra interpretação é de que foi Ormuz quem criou dois espíritos, Spenta Mainyu (a bondade) e Angra Mainyu (a maldade). Independente da interpretação a idéia é que as duas entidades se opõem.


Muitas vezes Arimã é retratado como um ser invejoso, querendo destruir e deturpar tudo que seu irmão cria, muitas vezes criando o oposto do que seu irmão criava, por exemplo Ormuz criou a luz, o céu, a terra, a riqueza e tudo que é bonito e bom, enquanto que Arimã criou a escuridão, os demônios, a pobreza e tudo que é feio e perverso. À ele também é atribuída a criação dos demônios chamados de devas, embora nos textos religiosos dos Gathas a origem dos devas é Aka Manah (mal pensamento) que representa o desejo sexual. No Avesta diz que Aka Manah foi enviada por Arimã para ajudá-lo à corromper a humanidade. No poema épico Shahnameh, Arimã com seu exército de demônios mata Syamak, filho de Keyumars, que no Avesta é dito como o primeiro mortal criado por Ormuz, enquanto que no poema ele é dito como o primeiro rei da humanidade e que também era amado por Ormuz, sendo assim Arimã fez cair sobre ele suas maldições. Também durante a jornada de Zaratustra para espalhar a palavra do zoroastrismo Arimã ficou tentando o profeta à parar de venerar Ormuz e passar à venerar o mal.

Ahura Mazda (à esquerda) contra Angra Mainyu (à direita)

A luta entre os dois pode ser interpretada tanto de forma material, em que Arimã tenta invadir o céu, mas é repelido por Ormuz com a ajuda de Atar (espírito do fogo e do relâmpago), como espiritual em que a obscuridade e a ordem são vencidas pela luz e pela ordem assim como o inverso. Ao que parece a batalha entre os dois irmãos, representando o bem contra o mal, ainda está acontecendo e a humanidade ainda está para ver o resultado dela. Os mais devotos acreditam que Ormuz irá vencer e Angra Mainyu ficará para sempre confinado no submundo onde os seus demônios devorarão uns aos outros.



Angra Mainyu (Avenger)

Angra Mainyu ainda não nascido no jogo Fate/Stay Night

Irisviel possuída por Angra Mainyu em Fate/Zero

Irisviel possuída por Angra Mainyu em Fate/Grand Order como uma boss do jogo




Na cultura popular

On Wings of Fire (2001): Um documentário falando sobre a criação do zoroastrismo com uma cena ou duas encenadas com figuras contando as histórias de Angra Mainyu.








OBS: Tem um livro chamado The Incarnation of Ahriman: The Embodiment of Evil on Earth, mas não li para saber do que se trata.


Gaijin-san 05: Madoka Magica

A cativante estória das garotas mágicas mais foderosas do mundo.















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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Fate/Saiba Quem Foi: Charles-Henri Sanson

O pretendente à médico que ficou mais conhecido por sua infeliz ocupação de executor e que deu fama à ferramenta chamada guilhotina. Na franquia Fate o servo Charles tem uma certa paixão por Maria Antonieta, uma das vítimas de sua guilhotina.



CHARLES-HENRI SANSON

Os Sanson foram uma família que desde 1684 serviram à realeza francesa como executores reais, sendo o posto passado de pai para filho. Charles John Baptiste Sanson ensinou o ofício para seu filho mais velho, Charles-Henri, por 20 anos. Primeiramente ele queria ser médico, mas seu pai começou a sofrer de paralisia então teve que largar os estudos de medicina visando sustentar a família como executor, apesar de seu repúdio pelo ofício. Em 1765 casou-se com Marie-Anne Jugier com quem teve dois filhos, Henri e Gabriel. No dia 26 de Dezembro de 1778 seu pai deu à Charles-Henri o casaco vermelho, sinal de que era agora o mestre executor.


Usando de seus conhecimentos de medicina Charles-Henri dissecava os corpos das pessoas que executava para estudá-los além de fazer remédios com as ervas que plantava em seu jardim. Foi ele quem apoiou o Dr. Joseph Ignace Guillotin (médico e deputado da Assembléia da França) à respeito do uso da guilhotina nas execuções, afim de dar à vítima o mínimo de sofrimento já que era mais difícil decapitar com uma espada, e assim Tobias Schmidt, fabricante de instrumentos musicais e amigo de longa data de Charles-Henri, construiu o primeiro protótipo. Quando o protótipo foi testado pela primeira vez o próprio Charles-Henri inspecionou o dispositivo e foram feitos vários testes com fardos de palha, ovelhas vivas e com cadáveres humanos até que depois de uma semana, em 25 de Abril de 1792, a Assembléia aprovou o uso e no mesmo dia Charles-Henri efetuou a primeira execução por guilhotina da história na Place de Grève matando o ladrão Nicolas Jacques Pelletier. Os custos e os riscos nas decapitações por guilhotina eram menores do que as que eram feitas com a espada e por isso Charles-Henri recebeu da Assembléia os direitos de um civil normal, pois as leis e até o modo de tratamento pela sociedade eram diferentes para os executores. Ele também já executou revolucionários conhecidos, incluindo Georges Danton, Maximilien Robespierre, Louis Antoine de Saint-Just, Jacques Hébert e Camille Desmoulins. No ano de 1793 o rei Louis XVI foi acusado de alta traição contra o estado e Charles-Henri foi designado para executá-lo e essa foi uma das suas execuções mais conhecidas, além disso ele também participou da execução da viúva de Louis XVI, Maria Antonieta, mas quem realizou o feito foi seu filho mais velho, Henri, já designado como o próximo executor da família Sanson. Diante da guilhotina de Sanson a única esperança era a morte.

Charles-Henri Sanson segurando a cabeça de Louis XVI em 1793

De 1789 até 1796 estima-se que Charles-Henri Sanson executou 2548 pessoas. Dessas, 370 eram mulheres, 22 eram menores de idade e 9 tinham mais de 80 anos de idade. Charles-Henri morreu de velhice em 4 de julho de 1806 deixando para trás 40 anos de seu legado de morte, seus dois filhos e seu neto que vieram a ser a última geração de executores da família Sanson.



Charles-Henri Sanson (Assassin)




Na cultura popular

La Révolution française - les années terrible (1989): O segundo filme de uma duologia de filmes (looooongos) contando a história da revolução francesa. Charles-Henri é interpretado pelo saudoso Christopher Lee, mas aparece bem pouco



Innocent (2013): Um mangá de autoria de Sakamoto Shinichi que tem como protagonista principal Charles-Henri Sanson e seu caminho de executor. É bem cativante à seu modo e a arte é muito bem feita.




OBS: Existem mais dois livros que contam com Charles-Henri Sanson como protagonista, mas não os li para opinar sobre. São eles A Place of Greater Safety e The Executioner Heir.


Gaijin-san 04: Nossas Crises de Chuunibyou

Se você é daqueles que deixa sua criança interna aparecer com frequência ao ponto de pagar de mongol gigante...bom você não está sozinho ou sozinha.








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terça-feira, 30 de julho de 2019

Fate/Saiba Quem Foi: Arash

O archer de Fate/Prototype, o primeiro projeto do universo Fate desenvolvido por Nasu que seria o Fate/Stay Night, mas acabou sendo substituído pela estória de Fate/Stay Night que todos conhecem e por isso esse "Fate" é conhecido hoje apenas por "Prototype" (Protótipo). Mas Arash se tornou mais conhecido mesmo pelo meme que ele se tornou em Fate/Grand Order, por causa de seu poder especial que é simplesmente tão forte que ele acaba morrendo, assim como diz a sua lenda.




ARASH

No Shahnameh (O Livro dos Reis) existem vários contos épicos à respeito da mitologia e história persa. Um dos mais conhecidos no folclore iraniano é o conto sobre a antiga guerra entre os iranianos e os turanianos. Fereydun, um antigo rei iraniano, tinha três filhos que eram Salm, Tur e Iraj o mais novo. Iraj era o filho favorito e herdou boa parte do reino, chamado de Irã. Salm herdou a região de Anatólia (hoje em dia a Turquia) e Tur herdou a Ásia Central que veio a chamar de Turã. Com inveja de seu irmão mais novo os dois mataram Iraj, mas Fereydun continuou no trono até entregá-lo para seu bisneto e neto de Iraj, Manuchehr, que resolveu se vingar contra aqueles que mataram seu avô. Se deu início a grande guerra entre iranianos e turanianos.


Estátua de Arash no palácio Sa’dabad no Teerã

Os exércitos de Manuchehr enfrentavam os de Afrasiab, que de acordo com fontes islâmicas era descendente de Tur. Afrasiab era um exímio guerreiro e um general habilidoso e se dizia agente de Arimã (semelhante ao Diabo dos cristãos) vindo a ser conhecido na mitologia como o maior arquinimigo de Irã, mas em Turã ficou conhecido como o mais proeminente dentre todos os outros reis turanianos. Depois de muitas batalhas ferozes, com várias baixas dos dois  lados, os reis decidiram finalmente firmar um acordo de paz. Porém os dois povos ainda queriam guerrear e para findar de vez a guerra foi decidido que uma flecha seria atirada do Irã até Turã e onde quer que fosse o local que viesse a cair este marcaria a fronteira entre os dois reinos e ninguém deveria atravessá-la. Foi então que surgiu Arash Kamangir, o melhor arqueiro iraniano, que se prontificou para atirar a flecha. Diz a lenda que Sepandarmaz, o anjo protetor da terra, apareceu e ela entregou a Arash o arco que deveria usar para a tarefa. Arash tinha em mente que a proteção de seu reino querido estava em suas mãos e em quão longe a flecha fosse. Decidiu então entregar toda sua energia no disparo. Depois de se aprontar Arash foi até o rei Manuchehr e explicou que toda sua vida ia ser entregue à flecha e que não iria voltar.




Arash então escalou até o pico da montanha Demavand (a mais alta do Irã) e ao chegar lá ao amanhecer aprontou seu arco e a flecha, apontou para Turã e disparou. O tempo que a flecha viajou e também o local em que aterrissou variam. Uma versão diz que a flecha viajou mil léguas, em outra que foi uma distância de 40 dias de viagem à pé. Várias versões dizem que a flecha viajou do amanhecer até o meio dia e outras que foi até o pôr-do-sol. Quanto ao local em que aterrissou dizem que foi no Monte Khvanvant (um local desconhecido), outros que foi nas proximidades do rio Oxus. O local de onde a flecha foi disparada também varia, porém é de certo que a flecha viajou por muito tempo, brilhando no céu da aurora como uma estrela cadente, levando consigo toda a alma de Arash que caiu sem vida no local logo após o disparo, e quando a flecha atingiu o chão a guerra tinha oficialmente acabado. Arash Kamangir foi o homem que fez o trabalho de milhares e milhares de flechas.




Arash (Archer)




Na cultura popular

*Infelizmente não achei muita coisa referente à Arash na cultura popular além de alguns livros ou poesias. Fiquem com esse vídeo abaixo que acredito ser um livro infantil narrado.



sexta-feira, 19 de julho de 2019

Meu Top 5 Melhores Momentos de CDZ

Hey you, aqui é o Senpai, e nesse post vou falar de um dos meus animes favoritos (creio que ele está em primeiro lugar, mas Fate ainda compete). Todos que passaram por esse anime devem ter suas cenas favoritas então vou compartilhar as minhas 5 favoritas de toda a série. Só avisando que são todas do arco dos Cavaleiros de Ouro. E vão perdoando umas "trapacinhas" que eu fizer, tá? Vamos ao que interessa.







5. Seiya e a armadura de ouro

Acompanhando um anime de ação sentimos que o momento em que um personagem ganha um poder à mais é de arrepiar os cabelos do corpo inteiro ("um dos" quero dizer). Não foi diferente quando Seiya utiliza a armadura de Sagitário não só para derrotar três cavaleiros de prata ao mesmo tempo como também para proteger a Saori de um ataque do Aioria de Leão e ainda rebate. Só é ruim que ficou só na promessa o Seiya se tornar um cavaleiro de ouro protegendo o Santuário e tudo mais...(mas e o ômegaaa?)...só na promessa.





4. Shaka abre os olhos e Ikki se amedronta

Quem acompanhou o arco das Doze Casas lembra do discurso de Aioria para os cavaleiros de bronze que não deveriam deixar seu próximo oponente abrir os olhos ou toda vida cessaria. Esse oponente, é claro, era Shaka de Virgem, o homem mais próximo de deus. Nenhum dos quatro foi páreo para o poderoso cavaleiro e sobrou para o FOD#O e inigualável Ikki de Fênix. O que impressiona nessa luta é que Ikki, mesmo sendo o mais corajoso e destemido do grupo, se viu diante de um obstáculo que ele mesmo não tinha certeza de vitória e sentiu medo pela primeira vez. Mesmo assim o Fênix consegue forçar Shaka à abrir os olhos e finalmente revela seu poder devastador de privação dos sentidos.



3. Shun luta sem correntes

Shun de Andrômeda, o garoto pacifista que sempre depende de suas correntes para se defender. São acessórios bem convenientes para um personagem como ele que prefere não lutar. Mas então o que aconteceria caso suas correntes fossem destruídas? Como iria derrotar o inimigo? A resposta está no episódio em que Shun luta contra Afrodite. Sem correntes Shun precisa pela primeira vez de fato lutar com tudo o que tem e utiliza a Corrente Nebulosa que ao atingir seu limite vira a Tempestade Nebulosa. É uma cena que no futuro, quando surgirem quadros que passem cenas inteiras, vou emoldurar e pendurar no meu quarto.



2. Camus se despede de Hyoga

Não só de luta vive CDZ, cenas emocionantes tem seu lugar de destaque. Acredito que alguns achem que essa deveria ser a primeira do top. A luta de Camus contra seu discípulo Hyoga é de fato minha preferida de todo o arco, mas o que estou opinando aqui é mais a força emotiva que a cena me passou envolvendo todos os elementos. Mas enfim, essa luta não só demonstrou a determinação de Hyoga como cavaleiro como também a preocupação paterna forte que Camus tinha por ele. Finalmente culminando no embate que derruba os dois e aí ocorre uma das cenas mais tristes do anime que é a morte de Camus, e na época pra mim significou a do Hyoga também que no fim foi curado, mas mesmo assim a cena continua quase tão emocionante quanto.



1. Shiryu se despede de todos

Cara, se a do Hyoga se despedindo de seu mestre e amigos foi emocionante, imagina como é pra mim ver essa do Shiryu. Sem mais alternativas Shiryu se vê obrigado à utilizar a única técnica que seu mestre o proibiu de usar por se tratar de uma técnica suicida. Ao utilizá-la uma sucessão de coisas acontecem na cena. Seiya, Shun e Hyoga sentem o cosmo de Shiryu indo embora, o mestre ancião e Shunrei vêem de longe uma estrela indo em direção à constelação de dragão e percebem que é o Shiryu e Shura (o cavaleiro que recebeu a técnica do Shiryu) que até então achava que os cavaleiros de bronze eram malignos se vê obrigado à admitir seus erros e se arrepende. Mesmo sabendo que no final o Shiryu vai voltar, tudo na cena é feito para você se emocionar de novo do mesmo jeito da primeira vez ou quase tanto quanto, desde a música, a sucessão de cenas e os personagens se despedindo do amigo que só podem olhar sem poder fazer nada.





Esse foi meu top 5 de CDZ, até a próxima!

domingo, 14 de julho de 2019

Fate/Saiba Quem Foi: Wolfgang Amadeus Mozart

O famoso compositor do século XVIII. É um dos personagens de Fate mais apurados em relação à quem foi realmente Mozart, pelo menos no que diz respeito ao caráter do mesmo. Na verdade, por mais irônico que seja, o Mozart do Fate talvez seja até mais comportado em relação ao Mozart real. Na questão da aparência exagerada do personagem não chega à me incomodar visto que é bem coisa de anime, mas também pode ser porque já vi alguns bem piores. Tirem suas conclusões, segue a história abaixo.




WOLFGANG AMADEUS MOZART

Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, mais conhecido como Wolfgang Amadeus Mozart, foi um grande músico e compositor austríaco, nascido em Salzburg no dia 27 de janeiro de 1756. Seu pai (Leopold Mozart, músico da corte) percebeu a afinidade do filho para música e começou a ensiná-lo desde criança e o pequeno Mozart já anotava suas idéias para músicas. Com cinco anos escreveu um concerto para cravo (definição para alguns instrumentos de tecla) e Leopold, convencido da genialidade do filho, organizou excursões pela Europa apresentando Mozart junto de sua irmã de 10 anos, Narienne, exímia instrumentista. Em uma dessas excursões Mozart se apresentou na Corte Real para a Imperatriz Maria Teresa onde ocorreu a famosa história em que a Arquiduquesa Maria Antonieta, com 7 anos na época, ajudou Mozart, de 6 anos, a se levantar do chão quando este escorregou e o garoto a propôs em casamento dizendo “Quer casar comigo? Sim ou não”, porém a menina gentilmente recusou.



Não parou de viajar, indo desde Viena aos Países Baixos, se tornando muito famoso e no decorrer dos anos, apesar das doenças e de alguns problemas financeiros, continuou a compor sonatas, madrigais e sinfonias. Com 14 anos, em 1770, começou uma excursão pela Itália. Em Viena foi eleito Mestre de Capela Honorário, em Roma foi condecorado pelo papa com a Cruz do Esporim de Ouro, passou três meses em Bolonha onde aprendeu os segredos do contraponto com o padre Martin e conquistou uma vaga na Academia Filarmônica Bolonhesa, mesmo que no regulamento fosse exigido ter 20 anos. Agora ele se sentia um verdadeiro músico e compositor. Em 1772, com 16 anos, já era dono de uma extensa obra e foi promovido a Mestre de Capela em Salzburg, porém o arcebispo o humilhava fazendo-o comer com os criados, a imperatriz dizia que ele era um músico pedinte por viver viajando à procura de renda e acabou sendo ameaçado de demissão caso continuasse as excursões, porém decidiu arriscar. Em 1777 partiu para Munique à procura de emprego fixo, mas foi em Mannheim onde testou o piano e ficou deslumbrado, criando então a “Sonata para Piano em Dó Maior”. Em 1778 sua mãe morre e então volta para Salzburg pegando o emprego de volta, porém anos depois se desentende definitivamente com o arcebispo e parte para Viena. Casou-se com Constanze Weber em 1782 e até 1786 Mozart produziu várias obras famosas, dentre elas “O Rapto de Serralho” e “Bodas de Fígaro”, mas sua fama começou a declinar, encarando assim problemas financeiros e de saúde. Em 1791 compôs “A Flauta Mágica”, “A Clemência de Tito” e “Réquiem” que não veio a terminar, e chegou a escrever uma mensagem dizendo que talvez estivesse compondo um réquiem para a morte, a sua própria no caso.




No mesmo ano em 5 de dezembro Mozart morre aos 35 anos. Dizem que sua morte foi devido à sua estrutura fragilizada pelas várias doenças adquiridas nas excursões desde a infância o que o fez perecer com a febre-reumática inflamatória. Diz-se também que Antonio Salieri, famoso compositor da época, havia envenenado ele por inveja de seu talento e por achá-lo inapropriado como compositor devido à seu linguajar esdrúxulo e comportamento infantil, porém isso ficou como lenda. Fato é que Mozart é lembrado até hoje como o grande compositor que foi.




Wolfgang Amadeus Mozart (Caster)




Na cultura popular


Life and Loves of Mozart (1955) - Um filme que explora a vida de Mozart na produção de uma das suas músicas, mas parece mais uma máscara pra mais um filme de romance.




Amadeus (1984) - De longe o melhor da lista. Baseado em uma peça, esse filme mostra a vida de Mozart misturando realidade com ficção de modo perfeito. Altamente recomendado.



Interlude in Prague (2017) - Sinceramente não sei bem como era a estória desse filme que de tão chato eu quase dormi. Aparentemente Mozart cansa de tocar para a egocêntrica alta sociedade de Viena e foge pra Praga, daí o título do filme.




Obs: Aparentemente tem um filme de 1936 que também conta uma estória sobre Mozart, porém não o encontrei para assistir.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Gaijin-san 03: One Punch-Man

O ser mais forte de todos os mundos, é dele que vamos falar nesse programa. Aproveitem.













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domingo, 7 de julho de 2019

Fate/Saiba Quem Foi: Spartacus

O grande líder dos escravos que aparece em Fate/Apocrypha. Não sei porquê a pele dele é cinza, mas imagino que queriam passar a idéia de um humano que chegou ao limite da musculatura, além de ser um cara com um rosto sempre com um sorriso assustador e maluco. É um visual um tanto ridículo pro meu gosto, pra alguém que foi um forte símbolo de liberdade. Conheça a história desse famoso gladiador.




SPARTACUS

Spartacus (Ou Espártaco) nasceu em 120 a.C. ou provavelmente em 113 a.C. na Trácia, uma região dividida atualmente entre a Grécia, Turquia e Bulgária. Viveu parte de sua vida como pastor e também chegou a servir como soldado nas fileiras do exército romano, mas desertou e formou uma quadrilha para realizar assaltos. Em 73 a.C. foi capturado e depois vendido em Cápua (no sul da península Itálica) como escravo para um lanista (como chamavam quem comprava e treinava gladiadores) chamado Lentulus Batiatus, um ex-legionário e ex-gladiador. Spartacus então virou um gladiador. Mesmo assim o guerreiro não aceitou por muito tempo as injustiças e humilhações as quais o lanista o fez passar e organizou uma revolta de escravos resultando na morte de Lentulus. O exército romano se mobilizou para acabar com a rebelião, mas os escravos liderados por Spartacus conseguiram vencer os soldados. Atendendo seu chamado à guerrilha mais escravos se uniram ao líder gladiador formando um exército que estima-se ter sido entre 70 e 90 mil homens, tomando assim a Cápua. Mais e mais soldados vinham para impedir a rebelião, mas só conseguiram armar ainda mais os escravos assim como aumentar a fama de Spartacus. Havia começado o que veio a ser chamado de “Terceira Guerra Servil”, “Guerra dos Escravos” ou “Guerra dos Gladiadores“.





O primeiro pretor a enfrentar o incidente foi Cláudio Glaber, com 3 mil homens, bloqueando as saídas do monte Vesúvio, onde o exército de Spartacus estava, visando matá-los de fome pois seu orgulho o impedia de enfrentar simples escravos. Porém Spartacus organizou ataques surpresas rompendo assim os bloqueios e tomando as armas do império romano. Com o aumento de escravos à revolta o exército de gladiadores se dividiu em duas frentes: Uma ficou na Cápua liderados por Crixus, que gladiou junto de Spartacus, enquanto a outra avançou em direção ao norte da Península Itálica liderados por Spartacus, visando chegar a sua terra natal, Trácia. Os escravos que ficaram em Cápua foram dizimados, inclusive Crixus. Houve outra frente romana que foi enfrentar o grupo de Spartacus, mas também foram derrotados junto do outro grupo romano de Cápua que veio para ajudar. Na Gália, contra os 10 mil homens do senador Cassio Longino, também não foi diferente.



Spartacus à direita

Spartacus cessou a marcha para o norte e decidiu atacar Roma que julgou estar indefesa sendo que dois de seus principais generais estavam em campanhas distantes. Rumando de volta ao sul derrotou mais colunas romanas visando chegar no mar, atravessá-lo e chegar na Sicília. Então foram feitos acordos com alguns piratas, mas Crasso, o novo designado para lidar com a rebelião, tinha espiões que descobriram o plano e fizeram os piratas traírem Spartacus falando sua localização. Spartacus tentou negociar sua rendição, mas Crasso não aceitou e começou a batalha no norte da Lacânia resultando na derrota dos escravos, terminando assim a Guerra dos Gladiadores em 71 a.C. Seis mil escravos  sobreviventes foram crucificados ao longo da via Ápia como aviso para outros escravos não tentarem algo parecido de novo. O corpo de Spartacus não foi encontrado, cogita-se que morreu na batalha.




Spartacus (Berserker)





Na cultura popular

Sins of Rome (1953) - Filme de romance e aventura contando a guerra dos gladiadores com um elemento de casal romântico, seguindo os elementos dos filmes dos anos 40, 50, 60 e por aí vai. Herói conhece moça, há o conflito que impede os dois de ficarem juntos. Mas nesse filme a execução é um pouco diferente, pois o Spartacus se mostra um homem amargurado e não se interessa muito por romance.



Spartacus (1960) - Grande filme clássico do aclamado diretor Stanley Kubrick inspirando-se no livro homônimo de Howard Fast e com Kirk Douglas no papel principal, resultando em um ótimo filme de guerra e ação, ainda mais para quem gosta de filmes peplum ou espada e sandália. Fato curioso é que o filme Sins of Rome antes se chamava Spartacus, mas Stanley Kubrick comprou os direitos do nome mudando o título do filme anterior.




Spartacus (2004) - Basicamente é só um remake do filme de 1960, com algumas poucas mudanças. O Spartacus aqui tá muito galãzinho se querem saber.



Spartacus: Blood and Sand (2010) - Primeira parte da série produzida pela Starz contando de modo exagerado (e bem apelativo) a história de Spartacus, mas mesmo com todo esse sexo, luta e clichés exagerados acho que a série conta uma boa história e vale a pena ver. Essa primeira temporada vai desde a captura de Spartacus até o início de sua fama como gladiador e por fim na famigerada rebelião de escravos.




Spartacus: Vengeance (2012) - Segunda parte da série da Starz contando o início da guerra dos escravos contra os romanos e as dificuldades de Spartacus em manter um exército de brigões unidos por uma causa. O ator Andy Whitfield, que interpretou Spartacus na primeira temporada, infelizmente acabou morrendo e quem o substitui nessa temporada é Liam McIntyre.




Spartacus: War of the Damned (2013) - Terceira e última parte da série, mostrando mais da rixa entre o general Crasso (um personagem que eu acho ótimo, bem Lawful-Neutral) e Spartacus, além da morte de Crixus além de uma aparição de um Júlio César e não sei dizer o quão apurado é isso em relação à história. Por fim a série mostra a derrocada do exército dos gladiadores para o exército de Crasso.







Obs: A série também tem uma temporada prequel intitulada Gods of the Arena, contando uma estória 10 anos antes da contada em Blood and Sand. Os personagens principais nessa temporada são Gannicus e Oenomaus que vieram à se tornar generais do exército de escravos.